Época trata ilegalidade como exclusividade, dizem advogados

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que responde pela defesa de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, acusou a revista Época de praticar ilegalidade ao publicar supostas informações sobre o depoimento do seu cliente à Polícia Federal; "Reiteramos nosso repúdio a qualquer tentativa de manipulação de documentos vazados de uma investigação policial na qual Luís Cláudio já prestou todos os esclarecimentos e afastou qualquer ligação com os possíveis ilícitos investigados", disse

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que responde pela defesa de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, acusou a revista Época de praticar ilegalidade ao publicar supostas informações sobre o depoimento do seu cliente à Polícia Federal; "Reiteramos nosso repúdio a qualquer tentativa de manipulação de documentos vazados de uma investigação policial na qual Luís Cláudio já prestou todos os esclarecimentos e afastou qualquer ligação com os possíveis ilícitos investigados", disse
Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que responde pela defesa de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, acusou a revista Época de praticar ilegalidade ao publicar supostas informações sobre o depoimento do seu cliente à Polícia Federal; "Reiteramos nosso repúdio a qualquer tentativa de manipulação de documentos vazados de uma investigação policial na qual Luís Cláudio já prestou todos os esclarecimentos e afastou qualquer ligação com os possíveis ilícitos investigados", disse (Foto: Valter Lima)


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247 - Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que responde pela defesa de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, acusou a revista Época de praticar ilegalidade ao publicar supostas informações sobre o depoimento do seu cliente.

Abaixo a nota na íntegra: 

A reportagem Ainda Faltam explicações (Época, edição 14/11), de autoria do jornalista Felipe Coutinho, confirma a suspeita de vazamento de documentos relativos ao IPL nº 1424/2015-5 SR/DFF/DF, que tramita perante a Polícia Federal de Brasília (DF) descrita na representação apresentada em 13/11 pelos advogados de Luís Cláudio Lula da Silva ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Para ter acesso ao referido IPL, os advogados necessitam de identificação e verificação se possuem instrumento de procuração nos autos. A flagrante ilegalidade da revista é por esta tratada como "exclusividade".

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A publicação articula a reportagem de modo a ainda rotular o escritório de advocacia responsável pela defesa de Luís Cláudio como o escritório "do amigo do Lula", um reducionismo inaceitável e que repudiamos. À frente do escritório Teixeira, Martins & Advogados – cujo nome é talvez propositadamente grafado de forma errada – estão profissionais de sólida conduta e experiência no atendimento a clientes nacionais e internacionais, com trabalho reconhecido nesses âmbitos e por seus pares. Época dá mostras de ter esquecido os "Princípios Editoriais do Grupo Globo" (http://g1.globo.com/principios-editoriais-do-grupo-globo.html" do qual faz parte.

Por respeito à opinião pública, esclarecemos outros pontos:

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1. Não é verdade que no depoimento prestado à Polícia Federal Luís Cláudio tenha afirmado que "nunca havia feito um projeto parecido ao que entregou à Marcondes & Mautoni". A afirmação que consta no depoimento vazado à revista é que o trabalho entregue ao contratante foi original, pois não havia sido feito anteriormente para outro cliente, considerando que o objeto do estudo se dá em situação nova para o próprio País, caso da preparação do Brasil para os megaeventos, como a Olimpíada de 2016, onde conta a experiência dos demais países na execução desse tipo de evento;

2. Luís Cláudio esclareceu, em seu depoimento, todos os serviços prestados à Marcondes & Mautoni e, no dia seguinte, entregou à Polícia Federal, por intermédio de seus advogados, todos os contratos firmados com tal empresa e, ainda, todos os materiais relativos aos trabalhos realizados. A própria revista confirma que também no caso dos contratos estes foram vazados;

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3. Época manipula as informações contidas no depoimento sobre a qualificação profissional de Luís Cláudio. Confere destaque ao fato de ele não ter feito um curso de pós-graduação na área de marketing esportivo, como se tal fato fosse fundamental para a realização de um trabalho na área. Em momento algum, a revista esclarece a trajetória profissional de nosso cliente que o capacita, inequivocamente, para a realização dos trabalhos contratados;

4. Não tratar do detalhamento e especificação do “lucro líquido” não parece ser questão central à comprovação da veracidade das informações prestadas no depoimento. Assim como o detalhamento das horas trabalhadas e da data do contrato. Os relatórios produzidos atestam a entrega do trabalho previsto em contrato e a aferição exata de todas essas particularidades está no plano da contabilidade da empresa, disponível aos órgãos competentes, e não no plano da expertise profissional do depoente.

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Reiteramos nosso repúdio a qualquer tentativa de manipulação de documentos vazados de uma investigação policial na qual Luís Cláudio já prestou todos os esclarecimentos e afastou qualquer ligação com os possíveis ilícitos investigados.
Cristiano Zanin Martins

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