Em vídeo, Drauzio Varella lamenta, mas aponta 'exploração política' no episódio da trans
Médico reforça não ser juiz ao falar de reportagem do Fantástico que gerou repercussão negativa após a revelação do crime cometido pela transexual Suzy, mas assume responsabilidade. "Posso imaginar a dor e peço desculpas para a família do menino que foi involuntariamente envolvida no caso"
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247 - O médico Drauzio Varella publicou um vídeo nesta terça-feira 10 para falar sobre a reportagem do Fantástico da qual participou e conversou com uma detenta transexual chamada Suzy. Após uma comoção gerada com a reportagem, uma vez que Suzy contou que não recebia visitas há oito anos, páginas de direita, como MBL, expuseram o crime cometido por ela: estupro, estrangulamento e ocultação de cadáver de um garoto de 9 anos.
No vídeo, Drauzio reforçou um argumento que já havia sustentado em uma nota divulgada após a repercussão negativa da matéria: "não entrei naquela cadeia como juiz, e sim como médico". Acrescenta, no entanto: "posso imaginar a dor e peço desculpas para a família do menino que foi involuntariamente envolvida no caso".
"Na matéria em questão, o foco era mostrar as condições que vivem as transexuais presas. A imensa maioria delas está presa por roubo e furto. A maneira como ela foi apresentada deu a entender que ela fazia parte desse grupo maioritário. Por isso eu entendo a frustração de quem se decepcionou comigo", explica ele.
"Eu lamento, mas assumo totalmente a responsabilidade pela repercussão negativa que o caso tomou", prossegue, concluindo em seguida: "Agora eu gostaria de dizer claramente, sem chance de voltar atrás, que nunca fui e nem serei candidato a nada. As pessoas que estão explorando politicamente esse episódio podem ficar tranquilas".
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