Em sintonia com Trump: maioria dos americanos aprova ataque contra a Síria
A maioria dos norte-americanos apoia a decisão do presidente Donald Trump de atacar a base aérea na Síria, segundo uma sondagem do centro de pesquisas Pew Research; segundo o centro, entre os norte-americanos que participaram da pesquisa, 58% aprovam a decisão do presidente dos EUA de lançar mísseis contra a base aérea em resposta ao alegado uso das armas químicas pelo presidente sírio Bashar Assad; 36% dos participantes são contra, outros 6% não se definiram
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Da Sputnik Brasil
A maioria dos norte-americanos apoia a decisão do presidente Donald Trump de atacar a base aérea na Síria, segundo uma sondagem do centro de pesquisas Pew Research.
Segundo o centro, entre os norte-americanos que participaram da pesquisa, 58% aprovam a decisão do presidente dos EUA de lançar mísseis contra a base aérea em resposta ao alegado uso das armas químicas pelo presidente sírio Bashar Assad. 36% dos respondentes são contra, outros 6% não se definiram.
Na noite de 7 de abril, os EUA lançaram mísseis contra a base aérea síria, mas ainda não apresentaram quaisquer provas.
Entretanto, a maioria dos respondentes (61% contra 32%) acredita que Trump não tem um plano definido de solução da crise síria.
Entre os que duvidam da existência de tal plano está o senador democrata Ruben Gallego.
"Que estratégia estamos seguindo? Qual é o nosso objetivo final? Para que desferimos o golpe?", escreve Gallego no Twitter.
Ao mesmo tempo, as pessoas se dividem quanto ao destino dos sírios que sofreram da escalação do conflito.
"47% dos norte-americanos acham que os EUA devem acolher os refugiados sírios e quase o mesmo número (48%) não está de acordo (5% não se definiram)", diz a pesquisa.
Um membro da Câmara dos Representantes dos EUA, Seth Moulton, encontrou contradições na postura do presidente norte-americano nesse respeito:
"Então, o presidente cuida do povo sírio bastante para lançar 50 Tomahawks, mas não o bastante para deixar as vítimas de Assad encontrar refúgio e tornarem-se livres aqui [nos EUA]", disse Seth Moulton no Twitter.
Segundo outra pesquisa realiada pela organização YouGov, 21% dos norte-americanos estão a favor da participação indireta dos EUA na crise síria. Em particular, os respondentes acreditam que os EUA devem "reforçar o apoio à oposição armada pró-ocidental na Síria sem se envolverem diretamente".
Apoio dos ex-adversários
Muitos congressistas que tinham sido contra Trump apoiaram desta vez o ataque contra a base síria.
ntre eles, o senador da Flórida Marco Rubio, ex-adversário de Trump na corrida eleitoral, aprovou as ações do chefe de Estado na Síria, afirmando que a Rússia "não poderá criticar de maneira adequada e justa os EUA pelo ataque".
"O presidente Trump deu a entender a Assad que aqueles que o apoiam não poderão mais cometer crimes militares", diz o site oficial de Rubio.
Outros adversários de Trump também o apoiaram.
"Ao contrário da Administração anterior, Trump conseguiu adotar uma postura firme e tomar medidas eficazes em um momento crítico", disseram os senadores John McCain e Lindsey Graham.
Não entendem o essencial
Muitos cidadãos dos EUA lembram que Donald Trump antes afirmava que, para atacar Síria, o presidente precisaria do consentimento do Congresso.
Em particular, em 30 de agosto de 2013, Trump escreveu no Twitter:
"Antes de iniciar ações militares na Síria, o presidente deve receber a aprovação do Congresso, caso contrário comete um erro crasso!"
"É difícil entender o que está acontecendo na verdade. Cada mídia afirma algo que contradiz outras, parece que ninguém tem uma imagem clara. É difícil dizer o que Putin e Trump vão fazer… Mas não podemos acreditar em nenhuma informação divulgada nos EUA", disse ao canal RT um funcionário social de Minneapolis, Kerry Lassard.
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