Em página inteira na Folha, propina a Padilha é a última questão e logo desaparece
Em longa entrevista à Folha de S. Paulo nesta quinta-feira 11, em que faz o balanço de um ano do governo Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, só é questionado pelo jornal sobre as acusações de propina das quais é alvo na penúltima pergunta, mas sem qualquer insistência diante de sua negativa de resposta
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247 - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, se viu tranquilo em entrevista de quase uma página concedida à Folha de S.Paulo nesta quinta-feira 11 no que tange às acusações de corrupção na Lava Jato das quais é alvo.
Ele só foi questionado sobre o assunto na penúltima pergunta, e ainda sem qualquer insistência diante de sua negativa de resposta. Leia o pequeno trecho sobre o assunto:
Claudio Melo Filho, da Odebrecht, disse que mandou entregar R$ 10 milhões no escritório de José Yunes para financiar campanhas do PMDB. Yunes disse que o dinheiro foi entregue a seu pedido.
Em relação à Lava Jato, só devo falar, e estou orientado por meus advogados, nos autos do processo.
Na conversa com os jornalistas Gustavo Uribe e Bruno Boghossian, Padilha faz um balanço de um ano do governo Temer, em que admite que não são bem avaliados. "Mas também não é um governo que esteja sendo execrado", defende-se.
Citado em dois inquéritos autorizados pelo STF, Padilha foi acusado em delação da Odebrecht de ter pedido propina para financiar campanhas do PMDB. Segundo o delator Cláudio Melo Filho, foi ele quem pediu que fossem repassados R$ 10 milhões no escritório do advogado José Yunes, melhor amigo de Temer.
Um dos nomes da lista de Fachin, o ministro também foi acusado de ter recebido R$ 1,49 milhão de propina em relação à obra de extensão da linha do Trensurb entre São Leopoldo e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O repasse teria sido feito em sete parcelas em 2010, quando Padilha era deputado federal.
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