Em meio a barganhas políticas explícitas, Temer defende a 'negociação' em artigo
O emedebista Michel Temer vai se tornando um colaborador contumaz do jornal O Estado de S. Paulo. Em mais um artigo - em menos de uma semana - o político paulista defende protocolarmente o princípio da negociação para se costurar pactos de governabilidade; mesmo sendo na prática um rolo compressor que aprova medidas na calada da noite, que vende o patrimônio público sem qualquer sinal de debate com a sociedade, que nomeia, concede, oferece, barganha diariamente em uma Brasília abandonada pelos veículos de imprensa, Temer adota a demagogia explícita ao posar de político investido de republicanismo
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247 - O emedebista Michel Temer vai se tornando um colaborador contumaz do jornal O Estado de S. Paulo. Em mais um artigo - em menos de uma semana - o político paulista defende protocolarmente o princípio da negociação para se costurar pactos de governabilidade. Mesmo sendo na prática um rolo compressor que aprova medidas na calada da noite, que vende o patrimônio público sem qualquer sinal de debate com a sociedade, que nomeia, concede, oferece, barganha diariamente em uma Brasília abandonada pelos veículos de imprensa, Temer adota a demagogia explícita ao posar de político investido de republicanismo.
Leia trechos do artigo de Michel Temer, publicado no jornal O Estado de S. Paulo:
"Não há hoje, em toda a agenda política nacional, um tema mais premente que a paz. Tanto quanto o progresso econômico, ou o combate à desigualdade, a grande prioridade, neste momento, há de ser a reconstrução de clima de concórdia, pressuposto necessário para o encaminhamento dos demais problemas do País. O ambiente dos últimos anos, marcado pela intransigência, se parece muito pouco com as tradições de nosso jogo político. Sempre se privilegiou a negociação. Não é preciso a perspicácia para entender uma verdade elementar: este ambiente turbulento não é adequado para a solução das grandes questões nacionais. O Brasil não pode enfrentar eleições nesse clima, nem delas emergirá o país que queremos. Agora, na disputa eleitoral, devemos um diálogo honesto sobre a pacificação do País. Engajemo-nos nessa reflexão com o espírito desarmado, buscando ver no adversário de hoje o parceiro possível de amanhã. Quando as urnas se pronunciarem, os eleitos deverão trabalhar juntos pelo Brasil, buscando garantir a segurança das relações mediante a aplicação do disposto na Constituição.
Faço estas observações na condição de homem público a quem as circunstâncias fizeram presidente da República. E com a autoridade de quem optou por retirar-se da disputa eleitoral para dedicar-se ao esforço de recolocar o Brasil no trilho do progresso. A História julgará acerto ou desacerto dessas opções. Sei apenas que, em circunstâncias que distavam muito do ideal, demos passos decididos para vencer a inflação e recuperar a saúde das contas públicas. É possível e legítimo que outros atores preferissem uma mescla diversa de políticas públicas para promover idênticos objetivos. De minha parte, reconforta-me a certeza de que fiz as opções que me pareciam as corretas e contavam com maior respaldo nas tribunas livres do Congresso Nacional e da imprensa independente."
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