Em editorial, Estadão diz que o governo não pode tratar o Congresso como inimigo
Na edição deste domingo, o Estado de S.Paulo alerta para os riscos de ruptura institucional, caso o governo continue renunciando à articulação política e baseando-se nas milícias digitais
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247 - “Num regime democrático, o governo não pode tratar o Congresso como inimigo”, diz o editorial deste domingo do Estado de S.Paulo.
“Ao fazê-lo – por exemplo, ao dizer que o país não avança porque os parlamentares não aprovam ou sabotam seus projetos –, o governo manifesta inclinação pelo autoritarismo e, no limite, dá a entender que não reconhece a legitimidade dos deputados e senadores igualmente eleitos pelo voto direto.
O editorialista alerta que ao se considerar conectado diretamente aos eleitores, o governo revela caráter demagógico e “alimenta uma crise que pode desembocar numa ruptura”.
“Esse trabalho de destruição da democracia por dentro – que inclui a desmoralização da política, o frequente desafio à Constituição e o ataque sistemático à imprensa nos últimos tempos, ficou tremendamente facilitado pelo trabalho de aguerridas milícias digitais. Essas milícias multiplicam o poder de destruição da reputação daqueles que ousam questionar o governo ou salientar seus aspectos autoritários”.
“Um governo que escolhe cercar-se não de articuladores políticos, mas de delinquentes digitais, demonstra evidente desapreço pela democracia e indisfarçável desejo de provocar uma ruptura institucional”.
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