Elite agora é contra a Lava Jato, diz Vinicius Torres Freire
"A maré contra o partido da Lava Jato não virou. Mas o apoio a jacobinos de Procuradoria, Justiça e polícia faz água na elite. Articulistas e porta-vozes da direita à esquerda criticam o autoritarismo crescente do 'partido da Justiça' e a demonização da política. Regentes auxiliares de Michel Temer lideram o basta, como Gilmar Mendes, entre outros", analisa o colunista Vinícius Torres Freire
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247 - "A maré contra o partido da Lava Jato não virou. Mas o apoio a jacobinos de Procuradoria, Justiça e polícia faz água na elite. Articulistas e porta-vozes da direita à esquerda criticam o autoritarismo crescente do 'partido da Justiça' e a demonização da política. Regentes auxiliares de Michel Temer lideram o basta, como Gilmar Mendes, entre outros", analisa o colunista Vinícius Torres Freire na Folha de S.Paulo.
"O acordão do baixíssimo clero no Congresso ora conta com apoio explícito do clero rebaixado de PSDB e PT. Companheiros de viagem desses dois partidos e outras figuras mais respeitáveis na opinião pública elaboram a defesa intelectual do armistício.
Misturam-se os objetivos de conter extravagâncias do 'partido da Justiça', de evitar a destruição de empresas enroladas, de sufocar salvadores da pátria e de preservar a viabilidade eleitoral de partidos ditos menos podres.
Os jacobinos deram a deixa. A lambança policial na Carne Fraca e o 'pega um, pega geral' das delações deflagram revoltas.
Há empecilhos legais e judiciais a um acordão pacificador amplo e geral, além de pedras no caminho político. O ódio mortal entre PSDB e PT, ainda os polos achatados da política partidária, atrapalha conversas desenvoltas.
Desde 2014, a estratégia é de destruição mútua. Desgraças comuns levaram os dois partidos, cada um por sua conta, a aderir a teses assemelhadas de salvação, uma comunhão involuntária de interesses.
(...)
Com jeitinho se inventaria mentira palatável. Mas então se chega ao terceiro problema: falta liderança capaz e legítima o bastante para acertar o armistício entre partidos e vender esse peixe para as "ruas".
O acordão quer zerar o jogo, permitir que os "menos piores" "comecem de novo". Mas tem também de entregar algumas cabeças e conseguir algum perdão do eleitor mediano."
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