Eliane volta já saudando protestos: 'Bom pra saúde'
Demitida da Folha, jornalista agora passa a publicar artigos e reportagens para o jornal O Estado de S. Paulo e fazer comentários na Rádio Estadão; em seu primeiro texto, publicado neste domingo, diz que o ano chegou animado com a economia “miando”, dúvidas sobre a independência da equipe econômica e com feras da Petrobrás aterrorizando o Congresso Nacional: “Só faltavam as manifestações de rua. Não faltam mais”, escreve, analisando que a estagnação da economia pode servir de combustível para inflamar os protestos pelo País
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247 - A jornalista Eliane Cantanhêde começou hoje a publicar textos e reportagens para o jornal O Estado de S. Paulo. A colunista foi demitida da Folha no ano passado. Ela fará também comentários para a Rádio Estadão. Em seu primeiro texto no diário da família Mesquita, a comentarista da Globo News saúda a chegada das manifestações de rua, segundo ela a cereja no bolo dos problemas enfrentados pelo governo da presidente Dilma Rosseff (PT).
Eliane abre seu texto dizendo que a economia está “miando, os ajustes mostrando as garras, as dúvidas sobre a independência da equipe econômica e as feras da Petrobrás aterrorizando o Congresso Nacional”. E que só faltavam as manifestações. “Não faltam mais”, diz.
Para ela, o movimento surge faceiro em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e tem combustível para se inflamar por outras capitais devido à “economia estagnada, inflação sempre acima do centro da meta, juros na estratosfera, contas externas desfavoráveis e contas internas exigindo do governo malabarismos tanto contábeis quanto legais”.
E faz um alerta ao governo: “O brasileiro está mais bem informado, mais atento e mais crítico. Aprendeu que protestar faz bem à saúde e é um santo remédio, não para curar, mas para dar dor de cabeça em poderosos de todos os níveis. Nem sempre os índices de popularidade suportam.”
E adverte a presidente Dilma Rousseff, reeleita com quase 52% dos votos, afirmando que sua popularidade despencou em junho de 2013: “A diferença de lá para cá é que as condições de Dilma pioraram muito. Quando aquelas manifestações surpreenderam o País e os governantes, Dilma batia recordes de aprovação. Já tinha encenado o teatro da “faxina”, baixado os juros na raça, ido à televisão para vangloriarse da redução da conta de luz.”
Para Eliane, nem o PT unido Dilma possui agora. “E Lula? Evaporou. A união do PT? Já era. Como diz a senadora Marta Suplicy (por ora PTSP), que conhece bem a turma e não tem papas na língua, “Lula está totalmente fora”. Mas fora do governo Dilma, não da política.
P.S.: Cantanhêde é Charlie.
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