Eliane ainda aposta no 'Volta, Lula'

Colunista da Folha diz que, se cenário for ameaçador em março de 2014 para Dilma Rousseff, é improvável que o PT assista a isso de braços cruzados, sem acionar o sempre latente "volta Lula"; “E é muito mais improvável ainda que Lula corra o risco de derrota só para não melindrar a afilhada e sucessora”

Colunista da Folha diz que, se cenário for ameaçador em março de 2014 para Dilma Rousseff, é improvável que o PT assista a isso de braços cruzados, sem acionar o sempre latente "volta Lula"; “E é muito mais improvável ainda que Lula corra o risco de derrota só para não melindrar a afilhada e sucessora”
Colunista da Folha diz que, se cenário for ameaçador em março de 2014 para Dilma Rousseff, é improvável que o PT assista a isso de braços cruzados, sem acionar o sempre latente "volta Lula"; “E é muito mais improvável ainda que Lula corra o risco de derrota só para não melindrar a afilhada e sucessora” (Foto: Roberta Namour)


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247 – O ex-presidente Lula foi enfático ao defender a reeleição de Dilma Rousseff, mas segundo a colunista da Folha Eliane Cantanhêde, tudo vai depender do cenário político no início de 2014. Para ela, se o PT enxergar algum risco para Dilma, Lula não irá titubear na decisão de voltar. Leia:

E se...?

BRASÍLIA - A tensão na novíssima aliança Eduardo Campos-Marina Silva agora é pública, cheia de disse não disse, mas a ansiedade nas searas opostas de tucanos e petistas também existe, só que nos bastidores --ou melhor, nos corredores do Congresso Nacional.

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No quadro de hoje, Campos tem um partido, e Marina, os votos; Aécio tem a pré-candidatura, mas Serra, o "recall" de 2010; Dilma está em campanha aberta, mas Lula é o único, entre todos os candidatos, capaz de vencer no primeiro turno.

E se, em março de 2014, a sete meses da eleição, a economia não ajudar, as manifestações voltarem, a base aliada desandar, Dilma Rousseff empacar nas pesquisas e um(a) adversário(a) disparar?

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É improvável que o PT assista a isso de braços cruzados, sem acionar o sempre latente "volta Lula". E é muito mais improvável ainda que Lula corra o risco de derrota só para não melindrar a afilhada e sucessora.

E se Campos tiver toda a campanha estruturada, aliados garantidos e apoios no empresariado, mas não decolar e continuar patinando com um dígito nas pesquisas?

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É difícil imaginar que o PSB insista no nome do governador tendo ali à mão o da ex-senadora, que arrebanhou quase 20 milhões de votos em 2010. E é muito mais difícil ainda que Marina e a Rede, ou o núcleo da futura Rede, não forcem a barra para trocar a cabeça da chapa.

E se Aécio estiver forte no PSDB, mas débil no eleitorado?

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É preciso um enorme esforço de imaginação para pensar nos tucanos e seus aliados unidos para mais uma derrota sem espernear. E mais imaginação ainda para visualizar Serra desistindo de lutar pela vaga.

Assim, em 2014, os institutos vão multiplicar simulações, com os analistas tateando e os atuais candidatos com medo até da sombra. Até porque todas essas sombras são bem reais.

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PS - Fundo branco, mesa preta, Marina vestida de freira. Aquilo ontem era entrevista ou velório?

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