Eleonora de Lucena: exclusão de Lula pode pôr democracia em risco

A jornalista Eleonora de Lucena, ex-editora executiva do jornal Folha de S. Paulo e editora do site Tutaméia, escreve artigo contundente publicado hoje na mesma Folha; Eleonora alude ao fato de estarmos em agosto, mês fatídico para a história política brasileira e que se este agosto excluir o líder absoluto das pesquisas eleitorais da cédula eleitoral, podemos ter mais um agosto tragicamente não esquecível; para a jornalista, a exclusão de Lula põe a democracia em risco

Eleonora de Lucena: exclusão de Lula pode pôr democracia em risco
Eleonora de Lucena: exclusão de Lula pode pôr democracia em risco (Foto: Ricardo Stuckert)


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247 -  A jornalista Eleonora de Lucena, ex-editora executiva do jornal Folha de S. Paulo e editora do site Tutaméia, escreve artigo contundente publicado hoje na mesma Folha. Eleonora alude ao fato de estarmos em agosto, mês fatídico para a história política brasileira e que se este agosto excluir o líder absoluto das pesquisas eleitorais da cédula eleitoral, podemos ter mais um agosto tragicamente não esquecível. Para a jornalista, a exclusão de Lula põe a democracia em risco.

Leia um trecho do artigo de Eleonora de Lucena: 

"Com cabos de vassoura, paralelepípedos e barras de ferro, o grupo avançou pela rua e parou em frente a uma loja de carros importados. Entraram quebrando tudo: vitrines, para-choques, estofados. Uma centena de metros antes, tinham atacado uma cervejaria estrangeira. A raiva explodira e deixava um rastro de destruição. Inconformados, incrédulos, desesperados percorriam a cidade. Uns berravam; outros choravam. Era o que meu avô contava daquele agosto. Pelo rádio, a "Carta Testamento" trouxe a denúncia sobre o complô promovido por grupos internacionais e seus aliados internos. Expôs ataques à Petrobras, à Eletrobras e às leis trabalhistas. Isso em 1954.

A morte de Getúlio Vargas adiou o golpe por dez anos, costumam apontar os historiadores. Pois cá estamos, em 2018, no meio de um golpe que ainda tenta derrotar a Petrobras, a Eletrobras, as leis trabalhistas. Além delas, outras conquistas de muitas décadas estão na mira: a Embraer, o SUS, o BNDES, os programas sociais, a educação universal. Marielle e Anderson são assassinados. Violência e preconceito crescem. A mortalidade infantil aumenta. O desemprego, o desassossego e a desesperança campeiam. O retrocesso civilizatório é amplo, geral e irrestrito. Cotidianamente, a democracia e a soberania são enxovalhadas.

Leia mais aqui. 

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