Economista faz retrospectiva do primeiro turno e aponta ações para o segundo
O economista Róber Iturriet Avila escreve um artigo em forma de tópicos para o site Outras Palavras e elenca uma série de aprendizados e constatações que o primeiro turno ensejou, além de propostas de ação para um segundo turno conflagrado; ele diz: "i) Bolsonaro larga com elevada rejeição na eleição e em eventual governo, ii) eleitos, seus aliados precisarão mostrar serviço e se depararão com a complexa realidade, distinta do simplismo de seus discursos; iii) a política tradicional será forçada a se reinventar, eis a oportunidade; iv) a política é dinâmica e a disputa de poder é constante. Nada é definitivo"
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247 - O economista Róber Iturriet Avila escreve um artigo em forma de tópicos para o site Outras Palavras e elenca uma série de aprendizados e constatações que o primeiro turno ensejou, além de propostas de ação para um segundo turno conflagrado. Ele diz: "i) Bolsonaro larga com elevada rejeição na eleição e em eventual governo, ii) eleitos, seus aliados precisarão mostrar serviço e se depararão com a complexa realidade, distinta do simplismo de seus discursos; iii) a política tradicional será forçada a se reinventar, eis a oportunidade; iv) a política é dinâmica e a disputa de poder é constante. Nada é definitivo".
O artigo ainda destaca que: "a extrema-direita teve uma evidente vitória. Deputados, senadores e talvez governadores. Mesmo que leve a virada, Bolsonaro afirma-se como líder e conquista grande espaço. Encampa o desejo de mudança contra o sistema".
E enfileira fatos:
"• A última semana trouxe uma onda bolsonarista. Aparentemente, as igrejas evangélicas tiveram influência.
• Temos um novo partido com mistos de autoritarismo (político) neoliberalismo (econômico) e protofascismo (político e cultural). Houve força fascista no passado brasileiro, mas não com tamanho enraizamento e representatividade eleitoral. Outros países têm também partidos e mesmo governos fascistas.
• As think thanks de direita, financiadas por grandes empresas, colhem os resultados eleitorais. Conquistaram corações e mentes.
• A política tradicional foi derrotada. Todos precisam de uma mea-culpa. Inclusive aqueles que, para atacar a esquerda, repetiram a simplista narrativa antipolítica da corrupção. Essa é a maneira mais vazia e rasteira para explicar a complexa crise econômica, social, política e institucional que vivemos.
• O establishment foi derrotado. Os candidatos prediletos da mídia oligopolista, do líderes empresariais, do sistema financeiro, enfim, das grandes elites, eram outros. A ironia do destino é que foram essas elites que alimentaram a força da extrema-direita, associando a esquerda à corrupção. A surpreendente (sic) "descoberta" de que as empresas financiam campanhas por esquemas engoliu o sistema político tradicional".
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