É um golpe sem prisões nem tanques, diz Fernando Morais
Em entrevista ao jornal colombiano El Espectador, o escritor Fernando Morais disse que a Câmara aprovou nesse domingo foi um "golpe branco, sem tanques ou prisões, como no Paraguaia e em Honduras"; caso o golpe passe no Senado, Morais não tem dúvidas de que a população brasileira estará diante de um "coquetel explosivo"; "Um governo ilegítimo para permanecer no poder, você terá que implementar a exigência de capital financeiro: recessão econômica e cortes radicais nos programas sociais que levantaram mais 40 milhões de pessoas da pobreza", afirmou
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247 - O escritor Fernando Morais criticou nesta segunda-feria, 18, a aprovação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara nesse domingo, 17.
Em entrevista o jornal colombiano El Espectador, Morais disse que os brasileiros estarão diante um "coquetel explosivo", caso o golpe passe também no Senado. "Um governo ilegítimo para permanecer no poder, você terá que implementar a exigência de capital financeiro: recessão econômica e cortes radicais nos programas sociais que levantaram mais 40 milhões de pessoas da pobreza", afirmou Morais.
Segundo Fernando Morais, o que está acontecendo no Brasil é uma tentativa de golpe branco, um golpe de Estado paraguaio ou hondurenho, sem tanques ou prisões. "A principal vítima será a Constituição brasileira, que é clara: o presidente só pode ser afastado se ele comete um crime de responsabilidade. Nenhum dos opositores do governo conseguiu estabelecer um crime de responsabilidade. Se há um crime, então é um sucesso. Um golpe armado por uma aliança profana entre setores do Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Federal e a grande maioria da grande imprensa brasileira. É uma vergonha que pessoas como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, decidam aceitar o golpe e entrar na história pela porta dos fundos", disparou.
Leia na íntegra a entrevista:
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