“É psicológico”. O diagnóstico profundo de Temer para a crise

"Temos de reconhecer que que Michel Temer é insuperável na sua mediocridade. Sua capacidade de falar o óbvio e esgotar seu pensamento na superficialidade é, convenhamos, extraordinária", diz Fernando Brito, sobre o vídeo em que Michel Temer atribui a crise econômica a fatores psicológicos; confira

Brasília- DF 16-06-2016 Presidente interino, Michel Temer e o ministro da educação, Mendonça filho anunciando prorrogação do FIES. Foto Lula Marques/Agência PT
Brasília- DF 16-06-2016 Presidente interino, Michel Temer e o ministro da educação, Mendonça filho anunciando prorrogação do FIES. Foto Lula Marques/Agência PT (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Temos de reconhecer que que Michel Temer é insuperável na sua mediocridade.

Sua capacidade de falar o óbvio e esgotar seu pensamento na superficialidade é, convenhamos, extraordinária.

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E usando uma forma de falar e um gestual que dá a impressão de, sobre qualquer assunto, estar falando de uma porcaria qualquer.

É o que acontece neste vídeo que o Fernando Morais colocou no seu quase blog Nocaute, ainda “aquecendo os motores”.

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Em exatos 47 segundos, ele fala um amontoado de obviedades sobre as origens psicológicas da crise.

Sabe aquela que buzinaram nos últimos anos, sem descanso, no ouvido dos brasileiros?

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Entrar numa crise, claro, tem sempre componentes psicológicos fortes, porque o pessimismo leva à retração de investimentos e de consumo.

Sair dela, muito menos depende de otimismo do que de ações reais anticíclicas, porque o dinheiro já fluiu do produtivo para o rentismo e o consumo não pode se  ampliar por conta de queda na renda – desemprego, deterioração do calor real do salário, etc…

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Melhor seria, se ele pudesse – e não pode – das medidas reais de reanimação da economia. Mas aí não tem o que falar: taxas de juros seguindo lá em cima, corte nos investimentos e gastos públicos, concessões que não priorizar os bônus pagos à União em lugar dos investimentos em ampliação e melhorias nos serviços concedidos  e a planejada taxação da cadeia econômica e não do patrimônio.

Tudo isso temperado com a queda nos rendimentos reais da população não faz quadro de saída de crise, fica mesmo só no otimismo de que venha por aí uma redução de custos via escravização do trabalhador. A fala, dita e desdita, anteontem, das “80 horas semanais”, feita pelo presidente da CNI, Robson Andrade, mostra os delírios escravagistas desta gente.

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E com o molho de uma crise política que não dá sinal, apesar de todo esforço, de que se vá “estancar a sangria”.

Veja como é patético o pateta que nos preside e sua profunda “fé” que vai remover a montanha da crise e pense se você compraria um fusca usado deste homem.

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