Documento fere de morte órfãos de 64, diz Noblat

"Jamais houve ditadura boa aqui nem em parte alguma. Todas são más, intrinsicamente más, porque só se sustentam à base da força, da suspensão da liberdade e do desrespeito aos direitos humanos”, diz o jornalista Ricardo Noblat, que apoiou o golpe de 2016, contra a presidente Dilma Rousseff

(Brasília, DF - 07/03/2017) Presidente Michel Temer durante o aniversário do jornalista Ricardo Noblat no restaurante Piantella. Foto: Beto Barata/PR
(Brasília, DF - 07/03/2017) Presidente Michel Temer durante o aniversário do jornalista Ricardo Noblat no restaurante Piantella. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – O jornalista Ricardo Noblat, n’O Globo condena resposta do ministro da Segurança Pública, Raul Jungman à revelação de que Geisel e Figueiredo autorizavam assassinatos de opositores do regime: “As reações oficiais à publicação do informe da CIA beiraram ao ridículo. A autenticidade do informe foi posta em dúvida. Ele só teria sido divulgado agora porque estamos em ano eleitoral. E mais um monte de outras bobagens. O informe faz parte de um lote de documentos que deixaram de ser secretos em 2015. Estava à disposição de quem tivesse tempo e paciência para consultá-lo. Poderia ser acessado, como foi, via internet. Seu conteúdo fere de morte a tese defendida pelos órfãos do golpe de 64 de que, se excesso aconteceram à época, foram por iniciativa da raia miúda e subalterna do regime. Nada a ver com uma política de Estado propriamente dita. Tudo a ver, sim. Jamais houve ditadura boa aqui nem em parte alguma. Todas são más, intrinsicamente más, porque só se sustentam à base da força, da suspensão da liberdade e do desrespeito aos direitos humanos”.

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