Diretores do Datafolha: segundo turno será com alta voltagem passional

Os diretores do instituto de pesquisas Datafolha, Mauro Paulino e Alessandro Janoni, fazem um balanço do conjunto de pesquisas realizadas neste primeiro turno e suas respectivas tendências e vieses; a análise dos pesquisadores é refinada e merece atenção; eles afirmam que é preciso reiterar sempre que uma pesquisa não 'antecipa' as urnas, apenas revela uma 'fotografia' do momento; sobre o imponderável, Janoni e Paulino destacam a força que as redes sociais podem ter no tempo real da votação, com sua capilaridade e alcance

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247 - Os diretores do instituto de pesquisas Datafolha, Mauro Paulino e Alessandro Janoni, fazem um balanço do conjunto de pesquisas realizadas neste primeiro turno e suas respectivas tendências e vieses. A análise dos pesquisadores é refinada e merece atenção. Eles afirmam que é preciso reiterar sempre que uma pesquisa não 'antecipa' as urnas, apenas revela uma 'fotografia' do momento. Sobre o imponderável, Janoni e Paulino destacam a força que as redes sociais podem ter no tempo real da votação, com sua capilaridade e alcance. 

O 'ensaio' técnico dos diretores do Datafolha compõe a edição de hoje do jornal Folha de S. Paulo. Eles ponderam de bate-pronto que "a divulgação da pesquisa é apenas mais uma das informações que o eleitor levará em consideração no momento de compor o seu voto. Ela será ponderada junto ao repertório adquirido ao longo da disputa, como a avaliação das propostas dos candidatos, o debate sobre valores e a consciência de classe. O saldo dessa equação será consolidado na urna eletrônica".

Paulino e Janoni destacam que "a evolução das candidaturas ao longo do tempo revela uma eleição histórica, que começou marcada pelas crises de representação e de prestígio das instituições democráticas, como a Presidência da República e o Congresso Nacional. A impopularidade recorde do governo Temer e o desequilíbrio econômico lançaram insegurança sobre o eleitor que demonstrava desalento e letargia no início da campanha, elevando as taxas do voto de protesto (brancos e nulos) a patamares recordes".

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E avaliam como o ex-presidente Lula definiu e define o pleito em torno de seu espectro de influência: "o imbróglio jurídico sobre a prisão do ex-presidente Lula despertou a atenção de parte do eleitorado que mantinha expressiva intenção de voto no petista mesmo com a perspectiva de sua inelegibilidade. Depois, com a decisão do TSE em barrar sua candidatura, houve o atentado contra Jair Bolsonaro (PSL), que deu novos contornos à disputa".

Sobre a performance de Fernando Haddad, os diretores do Datafolha afirmam: "o ex-prefeito de São Paulo vinha sendo citado nas pesquisas, especialmente entre os mais pobres e menos escolarizados, à medida que a população o identificava como substituto de Lula. Mas não conseguiu atingir o potencial máximo gerado pelo apoio de seu cabo eleitoral, de aproximadamente um terço do eleitorado, em função do bom desempenho de Ciro Gomes (PDT) no Nordeste e da resiliência de Bolsonaro em estratos intermediários da classe média que ascenderam com o lulismo".

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Eles ainda explicam a metodologia da última pesquisa Datafolha, levando em conta a não convicção de voto de 20% do eleitorado: "como cerca de 20% dos eleitores cogita a possibilidade de mudar, o Datafolha aplicou análise multivariada, com base na rejeição, na convicção da escolha e conhecimento dos candidatos para projetar potencial de variabilidade dos dados no dia da eleição. As projeções não são números absolutos e sobre elas também agem fundamentos estatísticos como a margem de erro de dois pontos percentuais".

Os pesquisadores arrematam o importante artigo com um alerta e ao mesmo tempo uma afirmação técnica: "diante da concretização do resultado das urnas no primeiro turno, eleitores que optaram pelos que não venceram irão repensar suas intenções de voto, dando início a uma nova eleição, mas com as mesmas desconfianças, medos e indignação".

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