Dilma caminha solitária para seu destino político e histórico

O escritor espanhol Juan Arias aponta uma inusitada situação na condição política da presidente legítima e deposta Dilma Rousseff; ele diz que Dilma caminha errante para um destino político pouco claro, solitária e de posse da habitual força e sobranceria; Arias contesta a postura do PT enquanto partido da presidente, num dilema entre recobrar os termos da democracia ferida através de seu nome e de sua legitimidade ou de focar os esforços em Lula e na campanha do ex-presidente

Dilma caminha solitária para seu destino político e histórico
Dilma caminha solitária para seu destino político e histórico (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


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247 – O escritor espanhol Juan Arias aponta uma inusitada situação na condição política da presidente legítima e deposta Dilma Rousseff. Ele diz que Dilma caminha errante para um destino político pouco claro, solitária e de posse da habitual força e sobranceria. Arias contesta a postura do PT enquanto partido da presidente, num dilema entre recobrar os termos da democracia ferida através de seu nome e de sua legitimidade ou de focar os esforços em Lula e na campanha do ex-presidente.

“Dilma não é judia e nem foi condenada por seu pecado, como na antiga lenda do judeu errante e, no entanto, parece caminhar sem sossego em busca de um destino dentro de seu próprio partido, o PT. Desde que foi apeada dramaticamente de seu posto, a primeira presidenta do Brasil, escolhida pelo mítico Lula, o primeiro presidente operário, para sucedê-lo no cargo, parece uma sombra que percorre o mundo proclamando sua inocência política. Uma voz, que parece, no entanto, clamar no deserto de seus companheiros de partido, pois agora, a dois passos das eleições em que poderia tentar reconquistar o poder que lhe arrebataram, parece encontrar as portas fechadas.

Até aqueles que viram seu impeachment não como um golpe, mas como um ato constitucional, não conseguem entender a solidão a que parecem estar submetendo Dilma. Pelas notícias publicadas, a ex-presidenta estaria encontrando dificuldades para poder disputar pelo PT até uma eleição para o Senado. Ela permanece fiel ao discurso de seu partido, de que foi arrancada ilegalmente de seu posto, enquanto continua a defender apaixonadamente a inocência de seu ex-tutor Lula, hoje preso. Existe até quem pergunte por que o PT, que continua defendendo que a saída de Dilma foi um golpe parlamentar injusto e ilegal que deu lugar a um Governo ultraconservador e ilegítimo, não pensa nela como candidata à presidência se Lula for impedido de disputar a eleição. Ela é uma das poucas figuras importantes do partido que ainda não aparece como ré no escândalo da Lava Jato e poderia ter grande apoio eleitoral.”

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