De Bolsonaro para Pinochet: presidenciável pediu solidariedade a neto de ditador

O pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro (PSL) pediu que a embaixada do Brasil em Santiago do Chile enviasse uma mensagem de solidariedade ao neto do falecido ditador chileno Augusto Pinochet cinco meses depois que o ditador chileno foi apontado como traficante de cocaína em matéria que rodou o mundo; a representação diplomática brasileira negou o pedido depois de troca de telegramas com Brasília

De Bolsonaro para Pinochet: presidenciável pediu solidariedade a neto de ditador
De Bolsonaro para Pinochet: presidenciável pediu solidariedade a neto de ditador (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


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247 - O pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro (PSL) pediu que a embaixada do Brasil em Santiago do Chile enviasse uma mensagem de solidariedade ao neto do falecido ditador chileno Augusto Pinochet cinco meses depois que o ditador chileno foi apontado como traficante de cocaína em matéria que rodou o mundo. A representação diplomática brasileira negou o pedido depois de troca de telegramas com Brasília.

O furo é do site The Intercept. O veículo publica os fac-símiles do então deputado Jair Bosonaro e as respectivas respostas da embaixada brasileira em Santiago do Chile. Leia um trecho da matéria assinada pelo jornalista Leandro Demori:

“Sabemos que Bolsonaro nutre paixão por ditadores e assassinos. O que não se sabia até agora era que ele – que gosta de apontar o bandido de estimação de seus oponentes – tem também o seu, segundo seus próprios critérios. Cinco meses antes do telegrama elogioso de Bolsonaro, o chefe da polícia secreta do regime chileno, um dos mais fiéis subordinados de Pinochet, revelou a investigadores que o ditador tinha ficado milionário traficando cocaína. A notícia correu o mundo, foi publicada em todos os grandes jornais, veiculada massivamente pela imprensa, brasileira inclusa.

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Manuel Contreras deu detalhes. Afirmou que a cocaína era fabricada em um complexo químico do próprio Exército, deu o nome do refinador, acusou um filho de Pinochet, Marco Antonio, de fazer parte do esquema, e completou dizendo que a correria era feita por um empresário ligado a ele e também pelo sírio Monser Al Kassar – vinculado a atividades terroristas, segundo o policial.”

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