DCM: biografia não conta que Marina passou fome

Livro lançado em 2010 pela jornalista Marília de Camargo César, que ouviu familiares, amigos e pessoas próximas de Marina Silva, além da própria biografada, menciona dez vezes a palavra "fome" em mais de 260 páginas; em nenhum momento referindo-se ao que a candidata relata no Ceará, discurso que virou programa eleitoral; leia artigo de Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo

Livro lançado em 2010 pela jornalista Marília de Camargo César, que ouviu familiares, amigos e pessoas próximas de Marina Silva, além da própria biografada, menciona dez vezes a palavra "fome" em mais de 260 páginas; em nenhum momento referindo-se ao que a candidata relata no Ceará, discurso que virou programa eleitoral; leia artigo de Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo
Livro lançado em 2010 pela jornalista Marília de Camargo César, que ouviu familiares, amigos e pessoas próximas de Marina Silva, além da própria biografada, menciona dez vezes a palavra "fome" em mais de 260 páginas; em nenhum momento referindo-se ao que a candidata relata no Ceará, discurso que virou programa eleitoral; leia artigo de Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo (Foto: Gisele Federicce)


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247 – O discurso em que Marina Silva conta ter passado fome, durante um comício no Ceará, de tão emocionado virou programa eleitoral do PSB. Emocionante, mostra pausas na fala da candidata, que é interrompida pelas lágrimas. Ela conta que, em uma refeição com sua família de oito irmãos, os pais ofereceram apenas "ovo e um pouco de farinha e sal". E deixaram de comer para dar aos filhos.

Em seguida, ela diz que uma pessoa que passa fome não acaba com o Bolsa Família. E rebate críticas da presidente Dilma, que teria insinuado tal coisa. Em um texto publicado no Diário do Centro do Mundo, o jornalista e músico Kiko Nogueira resgata a biografia da ex-senadora de 2010, que acaba de ser relançada, e ressalta que das dez vezes que o livro cita a palavra "fome", em nenhum momento se refere ao que ela disse no Ceará.

"Não se coloca em dúvida que Marina enfrentou enormes atribulações e é dona, sim, de uma trajetória notável. A ex-seringueira acreana adquiriu malária cinco vezes, alfabetizou-se aos 16, chegou a senadora e ministra e concorre à presidência. Uma vencedora. Mas a cartada da fome é típica de um populismo que, esperava-se, passaria longe da 'nova política'. Quando ditou suas memórias, aquele sábado dramático, portinariano, não mereceu qualquer evocação. Hoje, talvez por insistência dos marqueteiros, a cena virou o filme", escreve Kiko Nogueira.

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