'Contrato de Mírian com a Globo é tão fictício quanto o com a Brasif'
O economista Carlos Fernandes, que escreve para o DCM, afirma que "quanto mais avançamos no desenrolar do caso que envolve FHC , a sua ex-amante Mirian Dutra, contratos de trabalho fictícios, pagamentos de abortos, funcionárias fantasmas, além de chantagens e assédios morais e profissionais infligidos a ela, mais sombrios ficam os contornos que envolvem toda essa história"; ele chama a atenção para o contrato de Mirian com a Globo: "durante todo o período que permaneceu na Europa como correspondente, absolutamente nada do que Mirian fazia era aproveitado pela emissora e simplesmente não haviam demandas de qualquer natureza por parte da Globo. A única função que sua funcionária deveria exercer era a de não causar qualquer constrangimento que pudesse inviabilizar a reeleição de FHC"
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247 - O economista Carlos Fernandes, que escreve para o DCM, afirma que "quanto mais avançamos no desenrolar do caso que envolve FHC , a sua ex-amante Mirian Dutra, contratos de trabalho fictícios, pagamentos de abortos, funcionárias fantasmas, além de chantagens e assédios morais e profissionais infligidos a ela, mais sombrios ficam os contornos que envolvem toda essa história".
Ele pontua que "primeiro vem o mais do que suspeito contrato de trabalho firmado entra a Brasif S.A. Importação e Exportação e Mirian para que ela efetuasse pesquisas de preços em lojas e free shops na Europa". "Segundo Mirian, essa teria sido a forma encontrada por FHC para lhe enviar recursos mensais que lhe garantiriam a sua permanência no exterior. Bem longe de sua campanha à reeleição. Ainda segundo Mirian, cerca de 100 mil dólares teriam sido depositados em uma conta da Brasif para que esta efetuasse os repasses mensais", ressalta.
Fernandes aponta que "no centro do furacão está a Globo": "Como sua então funcionária, Mirian teria sido enviada a Europa como correspondente. Por “coincidência”, a transferência se deu exatamente no período em que a história de um filho de FHC fora do casamento, poderia atrapalhar nos seus planos de poder. Sobre o contrato fictício de trabalho mantido por sua funcionária com a Brasif, disse não ter tido qualquer conhecimento e que se soubesse “condenaria a prática”. É no mínimo curioso esse posicionamento “condenatório” da Globo em relação à “pratica” de se manter um contrato de fachada com um profissional que simplesmente não exercer as funções para os quais é pago. Segundo Mirian, durante todo o período que permaneceu na Europa como correspondente, absolutamente nada do que fazia era aproveitado pela emissora e simplesmente não haviam demandas de qualquer natureza por parte da Globo. Ao que parece, a única função que sua funcionária deveria exercer era a de não causar qualquer constrangimento que pudesse inviabilizar a reeleição de FHC e, consequentemente, todos os benefícios que decorreriam de sua recondução ao poder".
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