Como Jango e Allende, legalistas, viraram "golpistas"
Segundo o colunista Ricardo Mello, soam patéticas as tentativas de encontrar o "lado bom" de um período que deveria ser lembrado para não ser repetido, em referência ao golpe de 64: “tanto Jango quanto Salvador Allende haviam sido eleitos dentro das regras do jogo vigente. O malabarismo revisionista é tamanho que os dois, seguidores da letra da lei, viraram os golpistas e os golpistas, os legalistas!”
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 – O colunista Ricardo Melo critica analises da ditadura militar que apontam duas visões golpistas em queda de braço. Segundo ele, mal ou bem, as manifestações de insatisfação popular e as promessas reformistas de Jango procuravam trilhar o caminho da lei.
“Soam patéticas as tentativas de encontrar o "lado bom" de um período que deveria ser lembrado para não ser repetido. Detalhe: tanto Jango quanto Salvador Allende haviam sido eleitos dentro das regras do jogo vigente. O malabarismo revisionista é tamanho que os dois, seguidores da letra da lei, viraram os golpistas e os golpistas, os legalistas!”.
Ele cita o depoimento do coronel reformado Paulo Malhães, torturador assumido e participante ativo da ditadura instalada no Brasil em 1964 (leia mais).
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247