Com perfil alterado na Wikipedia, Tereza denuncia 'macarthismo'
Os perfis dos jornalistas Tereza Cruvinel, Alberto Dines e Franklin Martins foram alterados no site Wikipedia; todos eles foram denominados como "comunistas do Brasil"; a mudança foi feita a partir de computadores do BNDES; colunista do 247, Cruvinel criticou o que denominou de "macarthismo fora do tempo"; "O que ofende não é o rótulo de comunista, num perfil feito por terceiros, já cheio de incorreções. O que espanta é a existência de pessoas que se comprazem com o ato de marcar, espezinhar, estigmatizar", afirma ela
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247 - Os perfis dos jornalistas Tereza Cruvinel, Alberto Dines e Franklin Martins foram alterados no site Wikipedia. Todos foram denominados como "comunistas do Brasil". A mudança foi feita a partir de computadores do BNDES. O banco informa que está investigando o caso. Colunista do 247, Cruvinel comenta o caso.
"O que ofende não é o rótulo de comunista, num perfil feito por terceiros, já cheio de incorreções. O que espanta é a existência de pessoas que se comprazem com o ato de marcar, espezinhar, estigmatizar. É esta sanha contra o outro, unicamente porque ele não pensa exatamente como gostariam que pensassem. Esta mesma sanha, com sinal trocado, produziu recentemente alterações nos perfis dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg. Um funcionário do Planalto foi identificado como autor das alterações e exonerado. Agora a coisa vem do BNDES, onde parece tão insólita a existência de anticomunistas militantes, dedicando-se a tal atividade durante o expediente O banco informou em nota que está tomando providências para identificar e punir os responsáveis", afirma ela.
O ato foi denominado por Cruvinel como "macarthismo fora do tempo". "Mais mesquinho é o macarthismo que se insinuou contra jornalistas, e dentro da própria imprensa e entre jornalistas, disposto a expurgar todos aqueles que não comungassem de certo pensamento único", critica.
No texto, a jornalista ainda relata as críticas que recebeu enquanto ainda era colunista da Globo. "Defrontei-me com os ataques macarthistas desferidos a partir do blog da coluna por supostos leitores exaltados, cobrando engajamento na cruzada anti-petista. Nunca fiz jornalismo de cruzada, a não ser contra a ditadura", ressalta.
"Este macarthismo de cada dia exige que as pessoas estejam definitivamente alinhadas de um só lado do mundo, tenta proibi-las de pensar livremente, de enxergar o preto e todos os tons do cinza. Exige que digamos unicamente “sim” ou “não”, mesmo quando acreditamos que a verdade não está só de um lado, nem só de outro", complementa.
Leia o texto na íntegra aqui.
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