Com engenharia dizimada, Miriam Leitão defende Lava Jato e diz que foi a corrupção que quebrou empresas no Brasil
"Em todas as empresas apanhadas pela Lava-Jato foi possível encontrar áreas de ineficiência, desperdício, pessoas desqualificadas em postos de confiança, negócios com prejuízos que não seriam mantidos se estivessem sendo seguidas boas práticas corporativas. A corrupção quebrou as empresas e não a investigação da corrupção", diz ela
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247 – A destruição do setor de engenharia no Brasil, que foi dizimado pela Lava Jato, assim como a indústria naval, foi justificada pela jornalista Miriam Leitão, em coluna publicada hoje no jornal O Globo. "O que quebrou as empresas foi a Lava-Jato ou a corrupção? Essa questão que sempre ronda a economia retorna agora após a entrevista do ministro Dias Toffoli. Certamente não é o combate ao crime que produziu esse efeito. É o crime em si. A relação promíscua com os governantes deu aos administradores e aos donos das empresas a confiança de cometer desatinos de gestão, que a prudência não recomendaria caso eles não estivessem certos de que seriam salvos com o dinheiro público", diz ela.
"Em todas as empresas apanhadas pela Lava-Jato foi possível encontrar áreas de ineficiência, desperdício, pessoas desqualificadas em postos de confiança, negócios com prejuízos que não seriam mantidos se estivessem sendo seguidas boas práticas corporativas. A corrupção quebrou as empresas e não a investigação da corrupção. A alternativa era conviver com o crime para não prejudicar a economia. Isso não é aceitável", afirma a jornalista.
A consequência desta destruição, no entanto, é o fato de grandes obras de engenharia no Brasil estarem sendo executadas por empresas chinesas, como será o caso da ponte Itaparica-Salvador, e o fato de mais de 100 mil engenheiros brasileiros terem sido jogados no desemprego.
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