Clarín: rejeição a Temer é a maior desde início da democracia no Brasil
Matéria publicada nesta sexta-feira (28) pelo jornal argentino Clarín comenta o resultado da pesquisa realizada para medir a popularidade de Michel Temer; diário afirma que Temer é rejeitado pelos setores mais populares do Brasil, assim como pela classe média e meio artístico; Clarín informa que 5% considera bom o governo do peemedebista e nada menos que 70% consideram simplesmente terrível; apenas 21 por cento o chamou de regular, acrescenta; números resultam da mais recente pesquisa realizada pela empresa Ibope
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Jornal do Brasil - Matéria publicada nesta sexta-feira (28) pelo jornal argentino Clarín comenta o resultado da pesquisa realizada para medir a popularidade do presidente do Brasil.
O diário afirma que Michel Temer é rejeitado pelos setores mais populares do Brasil, assim como pela classe média e meio artístico.
Clarín informa que 5% considera bom o governo do presidente brasileiro e nada menos que 70% consideram simplesmente terrível. Apenas 21 por cento o chamou de regular, acrescenta. Estes números resultam da mais recente pesquisa realizada pela empresa Ibope.
Os números revelam que a popularidade do presidente caiu drasticamente entre março e julho: passou de 10% há quatro meses para exatamente a metade. Ele também tem o pior indicador desde o início da democracia no Brasil (em 1985), destaca o Clarín.
O periódico aponta que alguns setores estão profundamente irritados com várias das medidas do presidente Temer. A impopularidade pode ser explicada por uma série de fatores, como por exemplo pela crise econômica, que vem atingindo não só os trabalhadores de carteira assinada, mas os autônomos, cientistas, acadêmicos e pessoas de setores de cultura.
Clarín também diz que o presidente diminui sua popularidade por conta da queixa feita pelo procurador Rodrigo Janot, que acusou o político de estar envolvido em corrupção com a empresa JBS.
Foi este último escândalo, deflagrado no dia 18 de maio, que criou uma crise sem precedentes, ressalta o texto. A situação é tão grave que afetou a recessão, que aumentou nos últimos dois meses. Isso explica por que o governo sofreu retração da arrecadação de impostos, o que causou uma queda considerável nos fluxos e agora requer aumentar os impostos e despesas cortadas drasticamente.
O Clarín também comenta o baixo nível de confiança no chefe de Estado: 87% não têm; e apenas 10% disseram que tinham algum.
O vespertino fala que o mais notável na pesquisa é um possível impacto sobre as eleições presidenciais de 2018, já que 52% dos entrevistados avaliam o governo Temer como pior do que o de Dilma.
Leia na íntegra a reportagem do Clarín.
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