Cíntia Alves: aonde chegará a Lava-Jato com os doleiros?

"A deflagração da Operação "Câmbio, Desligo" levanta dúvidas sobre as intenções da Lava Jato no Rio de Janeiro", diz a colunista do Jornal GGN Cíntia Alves; ela afirma que o Brasil assistiu vazamentos seletivos em anos eleitorais e que o precedente de operações cinematográficas pode ser perigoso e uma repetição precoce de uma história como farsa antes mesmo de a história ser consolidada. Ela diz: "a delação não foi divulgada na íntegra, mas garantiu aos doleiros o direito de cumprir apenas mais 1 ano em prisão domiciliar"      

Brasil, Brasília, DF. 18/10/2005. O doleiro Alberto Youssef, operador do mercado financeiro que teria ligações com a corretora Bonus-Banval, depõe na sub-relatoria de Movimentação Financeira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios,
Brasil, Brasília, DF. 18/10/2005. O doleiro Alberto Youssef, operador do mercado financeiro que teria ligações com a corretora Bonus-Banval, depõe na sub-relatoria de Movimentação Financeira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, (Foto: Gustavo Conde)


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Cíntia Alves, Jornal GGN - A deflagração da Operação "Câmbio, Desligo" levanta dúvidas sobre as intenções da Lava Jato no Rio de Janeiro. Em 2014, ano eleitoral, o Brasil assistiu ao vazamento seletivo da delação de Alberto Youssef - conhecido de Sergio Moro desde o Banestado - numa tentativa desesperada de impedir a reeleição de Dilma Rousseff. 
Youssef lavou dinheiro para agentes políticos envolvidos no esquema da Petrobras, fez um acordo com os procuradores (que incluia vantagens financeiras), implicou políticos que tinha de implicar e abandonou a temporada no cárcere para cumprir prisão domiciliar.
 
Nesta sexta-feira (4), depois de passar exatamente 1 ano e dois meses presa no Rio, a dupla Vinicius Claret (Juca Bala) e Cláudio Barbosa (Tony), os "doleiros dos doleiros", passaram a desfrutar do acordo de cooperação que fecharam com a Lava Jato fluminense. A delação não foi divulgada na íntegra, mas garantiu aos doleiros o direito de cumprir apenas mais 1 ano em prisão domiliciar (sendo 6 meses em regime fechado e mais 6 meses em semi-aberto) e, depois disso, eles estão livres e podem retornar ao Uruguai, de onde comandavam operações remotamente desde 2003.

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