Cidade italiana afetada por terremoto quer processar Charlie Hebdo por charges

 Uma cidade da Itália está cogitando processar o semanário satírico francês Charlie Hebdo devido a uma charge que mostra vítimas de um terremoto como tipos de massa, e por outra que insinua que a máfia tem culpa pelo saldo de mortes de quase 300 pessoas

 Uma cidade da Itália está cogitando processar o semanário satírico francês Charlie Hebdo devido a uma charge que mostra vítimas de um terremoto como tipos de massa, e por outra que insinua que a máfia tem culpa pelo saldo de mortes de quase 300 pessoas
 Uma cidade da Itália está cogitando processar o semanário satírico francês Charlie Hebdo devido a uma charge que mostra vítimas de um terremoto como tipos de massa, e por outra que insinua que a máfia tem culpa pelo saldo de mortes de quase 300 pessoas (Foto: Gisele Federicce)


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Por Isla Binnie

ROMA (Reuters) - Uma cidade da Itália está cogitando processar o semanário satírico francês Charlie Hebdo devido a uma charge que mostra vítimas de um terremoto como tipos de massa, e por outra que insinua que a máfia tem culpa pelo saldo de mortes de quase 300 pessoas.

Uma charge, intitulada "Terremoto Estilo Italiano", mostra um homem calvo de pé e coberto de sangue com a legenda "penne ao molho de tomate", uma mulher gravemente ferida perto dele como "penne au gratin" e pés saindo de pisos de um edifício desmoronado de "lasanha".

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Após a reação revoltada dos italianos, o semanário, famoso por suas charges provocadoras e desafiadoras, publicou uma segunda charge que mostrou uma pessoa parcialmente soterrada pelos escombros dizendo: "Italianos... não foi o Charlie Hebdo que construiu suas casas, foi a máfia!"

A cidade de Amatrice, lar do molho "matriciana", foi arrasada pelo tremor do dia 24 de agosto.

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O governo local classificou as charges como "um insulto macabro, sem sentido e absurdo às vítimas", disse Mario Cicchetti, advogado da prefeitura de Amatrice, à Reuters.

O governo pediu que um promotor local investigue o Charlie Hebdo por "difamação grave", um crime para o qual a prefeitura poderá solicitar indenizações civis.

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No ano passado, doze pessoas foram mortas a tiros na redação do Charlie Hebdo em Paris por militantes islâmicos que acusaram a revista de blasfêmia por publicar charges do profeta Maomé.

O Charlie Hebdo não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

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(Reportagem adicional de Richard Lough em Paris)

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