Charlie Hebdo esgota na chegada às bancas

Edição do semanário satírico francês pós-atentado tem 3 milhões de exemplares e saiu em mais de 20 países, com versões em cinco línguas, incluindo o árabe e o turco; antes do episódio, tiragem era de 60 mil exemplares; capa traz caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando um papel com a frase Je suis Charlie, e o título Tudo está perdoado

Novo editor-chefe do jornal satírico Charlie Hebdo, Gerard Briard (esquerda) e cartunista Luz mostram capa do jornal durante entrevista coletiva em Paris. 13/01/2015 REUTERS/Philippe Wojazer
Novo editor-chefe do jornal satírico Charlie Hebdo, Gerard Briard (esquerda) e cartunista Luz mostram capa do jornal durante entrevista coletiva em Paris. 13/01/2015 REUTERS/Philippe Wojazer (Foto: Roberta Namour)


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Da Agência Lusa - A edição especial do Charlie Hebdo, depois do atentado contra o jornal na quarta-feira passada (7), esgotou esta manhã na França. à medida que foi chegando às bancas. Filas se formaram para a compra do jornal.

Na maior parte das bancas do centro de Paris, os exemplares do Charlie Hebdo esgotaram antes das 8h (5h em Brasília) e dois funcionários disseram que "em poucos minutos" venderam todos os jornais.

Em vários pontos de venda na capital francesa, dezenas de pessoas formaram filas para comprar o semanário e acabavam por dispersar à medida que era anunciado que os exemplares tinham esgotado.

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Responsáveis pelas bancas explicaram que não quiseram reservar o jornal para os clientes porque esperam receber mais exemplares nas próximas horas e dias.

O semanário Charlie Hebdo informou inicialmente que o número especial depois do atentado terrorista teria tiragem de 1 milhão de exemplares, mas acabou, mais tarde, por elevar para 3 milhões o total.

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Saiba Mais
Edição do Charlie Hebdo tem 3 milhões de exemplares e versão em cinco línguas
O aumento da tiragem deve-se ao fato de a distribuidora, a MLP (Messageries Lyonnaises de Presse), ter recebido grandes encomendas, não só da França mas de outros países, depois do atentado à redação do jornal.

As edições anteriores do Charlie Hebdo tinham tiragem de 60 mil exemplares, metade dos quais era vendida em bancas.

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Na França, as entregas nas bancas serão escalonadas durante vários dias.

A edição de hoje do semanário satírico sai em mais de 20 países, com versões em cinco línguas, incluindo o árabe e o turco. A edição é traduzida em inglês, espanhol e árabe, na versão digital, e em italiano e turco, na versão em papel.

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O jornal foi preparado pelos sobreviventes do ataque terrorista e traz na capa uma caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando um papel com a frase Je suis Charlie, e com o título Tudo está perdoado. A frase é igual à utilizada por milhões de pessoas que se manifestaram em defesa da liberdade de expressão.

A capa do número especial voltou a causar polêmica no mundo muçulmano.

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A principal autoridade islamita sunita sediada no Egito, Al Azhar, antecipou nessa terça-feira (13) que a publicação de novos desenhos representando o profeta Maomé no Charlie Hebdo vai “incitar o ódio”.

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