Cantanhêde entra em modo 'sofrência' diante da 'hesitação' do STF em proscrever Lula
A jornalista Eliane Cantanhêde entrou em modo 'sofrência' com o ping-pong do STF (Supremo Tribunal Federal); para ela, o 'autoriza-desautoriza' da corte (com relação à entrevista de Lula) é apenas consequência da falta de critério para perseguir Lula; a jornalista, no entanto, acerta ao dizer que o timing dos despachos é providencial à pistolagem eleitoral: a delação de Palocci está 'casada' com a proibição da entrevista de Lula
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247 - A jornalista Eliane Cantanhêde entrou em modo 'sofrência' com o ping-pong do STF (Supremo Tribunal Federal). Para ela, o 'autoriza-desautoriza' da corte (com relação à entrevista de Lula) é apenas consequência da falta de critério para perseguir Lula. A jornalista, no entanto, acerta ao dizer que o timing dos despachos é providencial à pistolagem eleitoral: a delação de Palocci está 'casada' com a proibição da entrevista de Lula.
Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, a jornalista frisa: "exatamente na última semana das eleições, a Justiça toma decisões de deixar juristas, analistas e políticos de cabelo em pé. Em Brasília, o ministro Ricardo Lewandowski insiste em liberar o ex-presidente Lula para dar entrevistas, o que significa fazer campanha para o candidato do PT. Em Curitiba, o juiz Sérgio Moro retira o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci, que atinge em cheio justamente Lula".
E se espanta diante da 'dança' do STF: "ao receber um questionamento sobre a decisão, o ministro Luiz Fux, numa outra canetada, desfez o que Lewandowski fizera. Outra surpresa. Afinal, não é trivial um colega desautorizar o outro, e tão rapidamente. O que Lewandowski fez? Deixou passar o fim de semana e ontem voltou à carga. Ficamos assim: Lewandowski autoriza, Fux desautoriza, Lewandowski autoriza novamente. E agora?"
Bem ou mal, ela identifica o mesmo movimento quando da proibição do habeas corpus para Lula, em julho: "o Supremo repete assim a 'Operação Tabajara' do TRF-4 de Porto Alegre, quando o desembargador Rogério Favreto – outro ligadíssimo ao PT – mandou soltar Lula num mero plantão. O juiz Moro negou, o relator negou, o presidente do tribunal negou. Um vexame histórico, com críticas das então presidentes do Supremo e do STJ e da procuradora-geral da República".
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