Cafezinho: Veja tenta varrer aecioporto para debaixo do tapete

Blogueiro Miguel do Rosário diz que revista "fabricou" novo escândalo para fazer esquecer o caso da construção de um aeroporto pelo tucano Aécio Neves em propriedade que era de sua família; sobre denúncia de que questionários foram entregues previamente aos depoentes na CPI da Petrobras, ele diz: "Ora, se a oposição tem espaço garantido na CPI, mesmo minoritário, então ela que faça as perguntas que quiser fazer"

Blogueiro Miguel do Rosário diz que revista "fabricou" novo escândalo para fazer esquecer o caso da construção de um aeroporto pelo tucano Aécio Neves em propriedade que era de sua família; sobre denúncia de que questionários foram entregues previamente aos depoentes na CPI da Petrobras, ele diz: "Ora, se a oposição tem espaço garantido na CPI, mesmo minoritário, então ela que faça as perguntas que quiser fazer"
Blogueiro Miguel do Rosário diz que revista "fabricou" novo escândalo para fazer esquecer o caso da construção de um aeroporto pelo tucano Aécio Neves em propriedade que era de sua família; sobre denúncia de que questionários foram entregues previamente aos depoentes na CPI da Petrobras, ele diz: "Ora, se a oposição tem espaço garantido na CPI, mesmo minoritário, então ela que faça as perguntas que quiser fazer" (Foto: Gisele Federicce)


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247 - A nova denúncia da revista Veja sobre uma suposta armação do PT para tentar minimizar a CPI da Petrobras é uma tentativa, na visão do blogueiro Miguel do Rosário, do Cafezinho, de tentar "arrastar para debaixo do tapete" o caso que envolve o tucano Aécio Neves. O candidato a presidente é acusado de ter construído um aeroporto na cidade de Cláudio (MG), quando era governador de Minas, em propriedade que pertencia ao seu tio-avô.

"Tentar criar uma CPI da CPI corresponde ao apogeu do ridículo. É como ver um tucano devorando a própria cauda", escreve Miguel do Rosário. Sobre a acusação de que os questionários que seriam feitos durante as sessões da CPMI eram entregues previamente aos depoentes, o blogueiro rebate: "Ora, se a oposição tem espaço garantido na CPI, mesmo minoritário, então ela que faça as perguntas que quiser fazer. Como fizeram, aliás".

Leia abaixo:

O esforço da Veja para varrer o aecioporto para debaixo do tapete

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Que a Veja se tornou um fenômeno antes psiquiátrico do que propriamente midiático, disso já sabíamos.

No entanto, ela se supera a cada dia.

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Do psiquiátrico ela tem migrado para o escatológico.

O novo "escândalo" fabricado por ela revela o desespero de varrer o aecioporto para debaixo do tapete.

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Do que se trata o escândalo?

Um vídeo com parlamentares aliados passando instruções ou apenas conversando com figuras aliadas, num preparativo para uma CPI.

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CPI é um evento político. Tem situação e oposição.

A situação defende os aliados do governo.

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A oposição ataca os aliados do governo.

Escândalo seria se flagrássemos Alvaro Dias tentando ajudar Graça Foster. Aí sim, todos ficariam espantados!

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Tentar criar uma CPI da CPI corresponde ao apogeu do ridículo. É como ver um tucano devorando a própria cauda.

Ora, se a oposição tem espaço garantido na CPI, mesmo minoritário, então ela que faça as perguntas que quiser fazer.

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Como fizeram, aliás.

A oposição fez perguntas incômodas a Graça Foster, a Sergio Gabrielli, a Nestor Cerveró.

Eles já foram diversas vezes ao Congresso. Porque há uma redundância. Há duas CPIs, sobre o mesmo tema, acontecendo ao mesmo tempo.

Cada vez que Graça Foster vai a CPI, para repetir a mesma coisa, ela deixa de trabalhar, e isso atrapalha a Petrobrás.

Petrobrás cuja produção tem batido recorde e cujas ações se valorizaram mais de 70% nos últimos meses.

Foster, Gabrielli, Cerveró, estiveram várias vezes no Congresso, em CPIs.

Os tucanos é que nunca dão as caras em CPIs que os investigam.

Como eles são blindados e protegidos pela mídia, quase não há CPI investigando tucano.

E quando há, a mídia faz de tudo para abafá-la, até porque, sempre que se investiga tucano, a mídia entra na história. Como réu.

Foi o caso da CPI do Cachoeira. Mais um pouco, e se tornaria uma CPI da mídia, porque o Brasil estava descobrindo as relações íntimas entre a bandidagem e o jornalismo.

É hora de chamar Aécio Neves numa CPI para explicar porque construiu aeroporto na terra de seu tio, e porque este foi o aeroporto mais caro do Brasil.

É hora de chamar os chefões da Globo para explicar a sonegação de R$ 615 milhões, feita através de uma "intrincada engenharia financeira para ludibriar a Receita", segundo as palavras do auditor fiscal responsável pelo processo.

A Petrobrás é importante demais para ser alvo de abutres que sempre quiseram destruí-la.

A Petrobrás é uma empresa mista regulada, supervisionada, monitorada, por diversos órgãos, nacionais e internacionais.

Se existe uma coisa a ser investigada na CPI da Petrobrás é o afundamento da plataforma P-36.

Era a maior plataforma do mundo. O prejuízo foi incalculável.

Morreu gente.

Enquanto Gabrielli e Graça Foster compraram refinarias, construíram outras, e apostaram no crescimento da produção de petróleo bruto de um lado e refinado de outro, os tucanos venderam metade da Petrobrás para fundos abutres da Bolsa de Nova York.

Não descobriram petróleo. Não fizeram nem compraram refinarias.

Apenas privatizaram, sucatearam e afundaram a maior plataforma do mundo.

Hoje uma boa parte do lucro da Petrobrás vai para bilionários estrangeiros.

Esses mesmos bilionários fazem pressão, através da mídia, para que a Petrobrás dê lucro rápido e fácil, para eles gastarem em festinhas, iates e... jatinhos.

Jatinhos que pousam em aeroportos particulares construídos, no caso de Minas Gerais, com dinheiro público.

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