Breno Altman: “imprensa brasileira funciona como um partido político”

O jornalista explicou à TV 247 por que nunca quis exercer algum cargo em veículos de comunicação da mídia hegemônica: “você passa a ter uma limitação na sua atividade política”. Assista

Breno Altman
Breno Altman (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)


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247 - O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi, contou em entrevista à TV 247 a razão pela qual escolheu nunca trabalhar em veículos da imprensa hegemônica brasileira.

Altman afirmou que não aceita assumir postos que limitem sua liberdade. “A grande imprensa funciona exatamente como um partido. Você passa a ter uma limitação na sua atividade política a partir do momento em que você assume uma função de responsabilidade - ou mesmo sem ser uma função de responsabilidade - em um veículo da chamada grande imprensa. Você tem obrigação de restringir sua opinião. Esse é o modelo dominante. Não é o único, mas é o dominante”.

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“Em muitas redações você não pode emitir sua opinião. Se você for jornalista de esporte você não pode dizer para que time torce. Chegou a se estabelecer em alguns diários a proibição do jornalista votar, como existe nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, faz parte do código de ética do The New York Times que os jornalistas não podem votar. Então é um tolhimento da liberdade”, completou.

Altman ainda defendeu a instauração no Brasil da cláusula de consciência. “O Brasil é muito atrasado em termos de liberdade de imprensa. Aqui no Brasil deveria existir a cláusula de consciência, que existe em alguns países, como na Itália. Ou seja: nenhum jornalista será obrigado a escrever aquilo que não tenha a ver com a apuração que fez. Aquilo que não tem a ver com a verdade que ele foi verificar”.

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