Bolsonaro tenta impor jornalismo subserviente, diz Jânio de Freitas

"Impor a subserviência ou o silêncio do jornalismo é parte essencial do plano de Bolsonaro, e dos seus aliados fortes, para moldar o país à ignorância cascuda e antidemocrática que nos é mostrada por Damares, Weintraub, Ricardo Salles", alerta Jãnio de Freitas, um dos mais experientes jornalistas brasileiros

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247 – O jornaslista Jânio de Freitas, um dos mais experientes do Brasil, explica em sua coluna deste domingo por que Jair Bolsonaro ataca tanto a imprensa e seus profissionais. "É claro que jornais, tevês e rádios privados são instrumentos políticos, com tal propósito ou não. Toda notícia, mesmo a isenta, contraria alguém ou os interesses de algum lado. Todo comentário, idem. O grau da reação a essas contraposições é um dos mais perceptíveis e úteis indicadores da sinceridade democrática de um governante, em qualquer nível. Nesse quesito, José Sarney e Itamar Franco, por mais que o íntimo lhes doesse com a brutal pancadaria, foram democraticamente perfeitos, quando presidentes. Lula e Dilma não contiveram queixas públicas, mas a ninguém ameaçaram e nada moveram para abrandar, calar ou vingar", diz ele.

"Impor a subserviência ou o silêncio do jornalismo é parte essencial do plano de Bolsonaro, e dos seus aliados fortes, para moldar o país à ignorância cascuda e antidemocrática que nos é mostrada por Damares, Weintraub, Ricardo Salles, Onyx, e demais reproduções miniaturizadas da nulidade humana com status de Presidência. Não enfrentar esse plano já é uma espécie de extinção", afirma.

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