Barbara Gancia perdeu o emprego, mas não perdeu a capacidade de pensar. E de falar

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, comenta o vídeo gravado pela jornalista Barbara Gancia, que disse ter sido demitida da Band por suas críticas a Eduardo Cunha; "Não é um discurso organizado, panfletário. É apenas o despejar de emoções de uma mulher, uma colega de profissão que não está fazendo gênero, não posa de líder, não é panfletária. É apenas sincera. Como se fosse pouco ser sincero, já no terço final da vida, no qual já aprendemos que isso nada nos dará senão paz", diz Brito

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, comenta o vídeo gravado pela jornalista Barbara Gancia, que disse ter sido demitida da Band por suas críticas a Eduardo Cunha; "Não é um discurso organizado, panfletário. É apenas o despejar de emoções de uma mulher, uma colega de profissão que não está fazendo gênero, não posa de líder, não é panfletária. É apenas sincera. Como se fosse pouco ser sincero, já no terço final da vida, no qual já aprendemos que isso nada nos dará senão paz", diz Brito
Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, comenta o vídeo gravado pela jornalista Barbara Gancia, que disse ter sido demitida da Band por suas críticas a Eduardo Cunha; "Não é um discurso organizado, panfletário. É apenas o despejar de emoções de uma mulher, uma colega de profissão que não está fazendo gênero, não posa de líder, não é panfletária. É apenas sincera. Como se fosse pouco ser sincero, já no terço final da vida, no qual já aprendemos que isso nada nos dará senão paz", diz Brito (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço

Não entrei no comentado assunto de hoje, da demissão da colunista Barbara Gancia por, segundo diria ela, ter sido “desaconselhada” a criticar Eduardo Cunha por suas ligações com a Band ou, segundo a Bandeirantes, por “corte de despesas” porque aprendi, faz muito tempo, que o patrão faz o que quer, se os jornalistas não reagem – e faz tempo que não reagem – coletivamente.

Sempre fizemos e, mesmo dentro de O Globo, nos tempos da ditadura, não era fácil promoverem-se “castigos” individuais sem mexer com toda a Redação. Tempos depois, li isso em tintas mais carregadas, com a peça “A Noite”, de José Saramago, sobre os  ecos da “Revolução dos Cravos” num imaginário – e tão real – Portugal salazarista.

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Agora entro com o essencial desta história: a personagem.

Barbara gravou um vídeo ontem à noite. Não é um discurso organizado, panfletário. É apenas o despejar de emoções de uma mulher, uma colega de profissão que não está fazendo gênero, não posa de líder, não é panfletária.

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É, apenas, sincera. Como se fosse pouco ser sincero, já no terço final da vida, no qual já aprendemos que isso nada nos dará senão paz.

Ela apenas quer dividir o que pensa, o que sofre, o que teme, o que sonha.

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Bárbara Gancia rasgando o verbo e se expondo como nunca, até mesmo porque o momento que estamos vivendo é único.

Publicado por Izabel Dias Machado em Sexta, 8 de abril de 2016

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