Bajonas: Globo terá que tirar Luciano Huck da reta

"Com as revelações das gravações de Temer e Aécio, tudo muda. A Globo terá que recuar no linchamento e as reformas criminosas promovidas por Temer serão extintas e enterradas junto com ele. E a candidatura de Luciano Huck? Não tem jeito, a Globo terá que tirar o Huck da reta", diz Bajonas Teixeira, editor da Máquina Crítica

"Com as revelações das gravações de Temer e Aécio, tudo muda. A Globo terá que recuar no linchamento e as reformas criminosas promovidas por Temer serão extintas e enterradas junto com ele. E a candidatura de Luciano Huck? Não tem jeito, a Globo terá que tirar o Huck da reta", diz Bajonas Teixeira, editor da Máquina Crítica
"Com as revelações das gravações de Temer e Aécio, tudo muda. A Globo terá que recuar no linchamento e as reformas criminosas promovidas por Temer serão extintas e enterradas junto com ele. E a candidatura de Luciano Huck? Não tem jeito, a Globo terá que tirar o Huck da reta", diz Bajonas Teixeira, editor da Máquina Crítica (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Bajonas Teixeira, editor da Máquina Crítica

Nas últimas semanas a perseguição a Lula foi além de tudo que se podia imaginar. A Globo mobilizou todos os seus recursos nessa guerra. Lula era o nome estampado na maioria das manchetes e as acusações ridículas da Lava Jato foram repetidas dia e noite. Com as revelações das gravações de Temer e Aécio, tudo muda. A Globo terá que recuar no linchamento e as reformas criminosas promovidas por Temer serão extintas e enterradas junto com ele. E a candidatura de Luciano Huck? Não tem jeito, a Globo terá que tirar o Huck da reta.

O linchamento de Lula pela mídia, em especial pela Globo, tinha muitos fins. Um, era a própria destruição da democracia, na figura do seu nome mais representativo. Mas não parava por aí. Enquanto isso acontecia, como que por milagre, sumiam as referências a Serra, a Aécio, e aos homens de confiança de Temer, e ao próprio Temer, ou seja, desapareciam os nomes dos políticos da cúpula do golpe. A perseguição a Lula, portanto, servia também para blindar os políticos responsáveis pelo golpe.

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Esse sumiço foi tal que poucos lembram hoje de Moreira Franco, um dos nomes mais encardidos desse governo sujo. As acusações que pesam contra ele foram inteiramente esquecidas. E José Serra? Simplesmente, fingindo sentir dores nas costas, entrou por uma porta do hospital Sírio-Libanês e desapareceu da mídia sem deixar vestígios. Nunca mais e falou dele.

Aécio Neves e Romero Jucá igualmente foram recobertos pelas sombras densas de proteção e cumplicidade da mídia. Protegidos pelas trevas, puderam gozar de total tranquilidade. Tanto é assim que, embora ocupem posição de absoluto destaque na Lista de Fachin, sendo os dois recordistas em denúncias, simplesmente não têm tido seus nomes pendurados em manchetes no alto dos portais.

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Enfim, a coligação de todas as frentes do golpe — justiça, ministério público, mídia e lideranças partidárias — havia alcançado uma estabilidade perfeita em plena sinergia, o que vinha permitindo, por um lado, a evolução sem contratempos no calendário de aprovação das reformas criminosas de Temer e, de outro, a perseguição implacável da Lava Jato a Lula.

Com a revelação das ações de Temer e Cunha, agindo como uma quadrilha para chantagear e extorquir a JBS, e com a gravação em viva-voz do presidente nacional do PSDB, partido que é o verdadeiro articulador do golpe, pedindo dinheiro da mesma fonte, a Lava Jato sofrerá um colapso. Das três bases do golpe — mídia, justiça e política –, a última virou pó, mas as duas primeiras também não ficarão de pé.

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Com esse tripé arruinado, ficará impossível sustentar e dar continuidade ao linchamento de Lula. Da mesma maneira, derretendo as bases de sustentação de Temer no Congresso, cuja base aliada desertará em peso, as reformas criminosas chegam ao fim.

A Globo e a Justiça, irmanados com o MPF, tentarão, é claro, manter de todos as maneiras artificialmente o linchamento de Lula. Mas se acontecer, como é bem provável, um recuo em pânico das bases parlamentares de Temer, e, de outro, um avanço das ruas contra o golpe, não sobrará pedra sobre pedra do cenário construído pela Globo.

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