Atriz Taís Araújo volta a sofrer ataques racistas
Após se recusar a provar um prato com abóbora no programa de Ana Maria Braga, a atriz Taís Araújo foi vítima de ataques racistas na internet na manhã desta quarta-feira (17); "Essa neguinha ta se achando", escreveu um perfil; "Comia até pão seco quando morava na favela agora fica fazendo cu doce...", publicou outro; não é a primeira vez que a atriz sofre ataques racistas na web; em novembro de 2015, ela foi alvo de racismo, que, no Brasil, é crime
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247 - Após se recusar a provar um prato com abóbora no programa de Ana Maria Braga, a atriz Taís Araújo foi vítima de ataques racistas na internet na manhã desta quarta-feira (17).
"Era pobre feia continua feia paga esse mico em ser malducada (sic) essa Tais Araujo", escreveu um internauta.
"Comia até pão seco quando morava na favela agora fica fazendo cu doce...", publicou outro.
"Essa neguinha ta se achando", escreveu outro perfil.
Taís comentou sobre o programa. "No intervalo eu avisei que não comeria e a Ana aproveitou pra brincar com a situação. Achei tudo muito divertido!", escreveu em resposta a um comentário.
Não é a primeira vez a atriz sofre ataques racistas na web. Em novembro de 2015, ela foi alvo de racismo. No Facebook ela recebeu diversos comentários chamando-a de "macaca", "criola", "cabelo de esfregão", entre outras ofensas. O episódio gerou comoção nas redes sociais, e a hashtag #SomosTodosTaisAraujo tornou-se uma das mais populares no Twitter.
Na época, ele escreveu no Facebook:
"É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar. Na última noite, recebi uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à Polícia Federal. Eu não vou apagar nenhum desses comentários. Faço questão que todos sintam o mesmo que eu senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena neste país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça".
O racismo no Brasil é crime e, por lei, quem praticar, induzir ou incitar preconceito ou discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode ser condenado de um a três anos de prisão e pagar multa.
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