Artigo em jornal francês diz que governo do Brasil é ‘governo a temer’

Artigo do economista e professor da Unicamp Bruno de Conti, questionando o governo Temer, foi publicado com destaque pelo jornal francês Libération; no texto, De Conti ressalta que o impeachment de Dilma Rousseff foi "um duro golpe contra a frágil democracia brasileira" e que a gestão atual é "realmente um governo a temer"; segundo ele, as propostas do governo Temer são "um retorno completo para 1990 e as recomendações do Consenso de Washington"

Artigo do economista e professor da Unicamp Bruno de Conti, questionando o governo Temer, foi publicado com destaque pelo jornal francês Libération; no texto, De Conti ressalta que o impeachment de Dilma Rousseff foi "um duro golpe contra a frágil democracia brasileira" e que a gestão atual é "realmente um governo a temer"; segundo ele, as propostas do governo Temer são "um retorno completo para 1990 e as recomendações do Consenso de Washington"
Artigo do economista e professor da Unicamp Bruno de Conti, questionando o governo Temer, foi publicado com destaque pelo jornal francês Libération; no texto, De Conti ressalta que o impeachment de Dilma Rousseff foi "um duro golpe contra a frágil democracia brasileira" e que a gestão atual é "realmente um governo a temer"; segundo ele, as propostas do governo Temer são "um retorno completo para 1990 e as recomendações do Consenso de Washington" (Foto: Paulo Emílio)


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247 - O jornal francês Libération publicou artigo do economista e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), Bruno de Conti, questionando o governo de Michel Temer. No texto, De Conti ressalta que a o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff foi "um duro golpe contra a frágil democracia brasileira" e que o a gestão atual é "realmente um governo a temer". Para ele, "o golpe de Estado contra Dilma Rousseff torna possível uma política de regressão econômica e social".

De Conti observa que apesar da crise econômica mundial e de erros cometidos pelo PT, o que se viu foi uma verdadeira mobilização ad direita para parara o país e desacreditar a vencedora das eleições presidenciais de 2014.

"Associações de empregadores (como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) se organizaram para parar a ação do governo. Os meios de comunicação (canais de TV, jornais e revistas, todos pertencentes e controlados por elites locais) começaram a fazer uma cobertura abominável, conseguindo espalhar a ideia de que o PT é sinônimo de corrupção e culpado de destruição do país. O objetivo era claro: para desacreditar Dilma e o PT para tornar possível impeachment. Isto foi claramente decidido antes mesmo que houvesse uma razão legal para torná-lo eficaz", ressalta o texto.

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"O novo fato histórico é que parte do sistema judicial (trabalhadores remotos Natureza e lutas sociais) começou a fazer julgamentos completamente seletivas e tendenciosas, a condução de um processo de PT de criminalização. Isto não é para negar o envolvimento do PT em escândalos de corrupção, mas eles são encontrados em todos os outros principais partidos políticos do país", observa De Conti. Segundo ele, estes pontos somados a um Contgreso Nacional que atualmente é "o mais conservador desde a ditadura militar (40% dos deputados estão ligados à igreja protestante, agronegócio ou a indústria de armamento )", levaram ao impeachment.

No artigo, De Conti destaca que o atual Governo de Michel Temer tem apresentado propostas que nada mais são que "um retorno completo para 1990 e as recomendações do Consenso de Washington", realizado em 1989, cujas ideias envolvem "a privatização, mercado de trabalho flexível, interrompendo a ascensão do processo de salários, e emendas à Constituição do Brasil para reduzir o tamanho do estado de bem-estar". "O exemplo emblemático da atual política econômica consiste na atual votação no Senado um projeto de lei de emenda constitucional (PEC 55). Este congelamento em termos reais, a despesa do Governo Federal por 20 anos!", diz o economista.

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Ele também destaca que o atual governo está promovendo "um retorno assustador para o passado mais escuro do Brasil", e que o "autoritarismo atingiu uma escala que não foi observado no Brasil desde o fim da ditadura militar. Estamos a testemunhar a perseguição dos movimentos sociais (particularmente o MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), atingindo os trabalhadores e até mesmo os professores e reitores que organizam atividades acadêmicas para discutir a atual situação política!".

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