Aroeira: é muito bom estar do lado certo da história
Jornalista e cartunista explicou no 7º Encontro de Assinantes do 247 a sua visão sobre a remodelação do jornalismo no país. Para ele, o lugar de fala e a possibilidade de fala estão agora encontrando seu espaço em todos os níveis. “Não precisa mais da mediação da classe média branca, masculina, heteronormativa e o escambau”, disse. Assista
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247 - Membro do Jornalistas pela Democracia - grupo que reúne alguns dos maiores profissionais da comunicação do Brasil - e cartunista, Renato Aroeira fez um balanço das mudanças no papel e protagonismo da mídia durante participação no 7º Encontro de Assinantes do 247, em Niterói, no último sábado 26. Ele pontuou que, agora, ficou mais fácil para que as pessoas que não tinham espaço na grande mídia se façam serem ouvidas.
Aroeira falou que o papel de mediação da grande imprensa já não é mais necessário, uma vez que há outros caminhos para que a população possa ser ouvida. “Finalmente essa pororoca entre o lugar de fala e a possibilidade de fala está atingindo seu ápice. Agora o lugar de fala terá fala realmente, está tendo, porque não precisa mais da mediação da classe média branca, masculina, heteronormativa e o escambau, que é quem tem o dinheiro para produzir essa coisa. Não, é muito mais fácil fazer isso agora”.
O artista observou também que é muito bom estar “do lado certo da história”. “É muito bom fazer aniversário, muito bom comer um pastelzinho, muito bom escrever um artigo, desenhar, tocar uma música, do lado certo da história. Vocês estão do lado certo da história”, declarou ao público presente no evento.
Ele disse ainda que a “imprensa verdadeira é feita por nós”. “A imprensa que nós fazemos é a imprensa contemporânea ou imprensa moderna. A imprensa verdadeira hoje é feita por nós, pelos jornais pequenos em papel ou os grandes portais. Uma das razões é que hoje a gente já não gasta mais uma quantidade inacreditável de dinheiro de papel para imprimir um jornal. Pelo contrário, a gente tem um jornal muito mais rápido e dinâmico do que o Globo. Nós somos a imprensa contemporânea, e os números já estão mostrando isso. Nosso principal problema hoje não é mais arrumar quem faça, nós temos os melhores textos, os cartunistas e as melhores causas e as melhores narrativas estão fora da grande imprensa, o local para elas é aqui”.
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