Após ‘vazamento seletivo’, Cantanhêde propõe ‘julgamento seletivo’

"Preocupada com a dificuldade de aprovar a degola dos direitos previdenciários", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, a colunista Eliane Cantanhêde "sugere que se deve 'punir, mas punir com as devidas gradações', para não inviabilizar o funcionamento da brutal máquina de moer direitos sociais elevada ao governo da República"; "O fundamental combate à corrupção pode paralisar o Congresso e o governo numa hora essencial para a economia", diz Cantanhêde

"Preocupada com a dificuldade de aprovar a degola dos direitos previdenciários", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, a colunista Eliane Cantanhêde "sugere que se deve 'punir, mas punir com as devidas gradações', para não inviabilizar o funcionamento da brutal máquina de moer direitos sociais elevada ao governo da República"; "O fundamental combate à corrupção pode paralisar o Congresso e o governo numa hora essencial para a economia", diz Cantanhêde
"Preocupada com a dificuldade de aprovar a degola dos direitos previdenciários", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, a colunista Eliane Cantanhêde "sugere que se deve 'punir, mas punir com as devidas gradações', para não inviabilizar o funcionamento da brutal máquina de moer direitos sociais elevada ao governo da República"; "O fundamental combate à corrupção pode paralisar o Congresso e o governo numa hora essencial para a economia", diz Cantanhêde (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço

O jornalista e escritor Rodrigo de Almeida faz hoje, no Poder360, uma imperdível analise das manipulações contidas nos vazamentos da Operação Lava Jato, usando como mote a frase de Yves Mamou, ex-editor do Le Monde: “O vazamento de informações está para a democracia assim como a tortura está para a ditadura”.

Mas, ao escrever, Rodrigo ainda não tinha lido a coluna de Eliane Cantanhêde, hoje, no Estadão.

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Vai-se um passo adiante. Ou mais um passo atrás, na ótica da lei e da democracia.

Cantanhêde, preocupada com a dificuldade de aprovar a degola dos direitos previdenciários, sugere que se deve” punir, mas punir com as devidas gradações”, para não inviabilizar o funcionamento da brutal máquina de moer direitos sociais elevada ao governo da República:

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(…) o fundamental combate à corrupção pode paralisar o Congresso e o governo numa hora essencial para a economia e isso tudo, somado, tem um nome: impasse. Quando se chega a um impasse, é melhor pensar grande e agir grande, considerando o bem do País. A frase de Marcelo Odebrecht soa como um alerta e uma reflexão: se todos se elegeram com caixa 2, como punir todos, indistintamente, sem explodir o sistema político, sem trucidar as saídas para a economia, sem criar uma terra arrasada?

A seletividade, em que  Rodrigo de Almeida aponta e detalha nos vazamentos a construção dos “dois pesos, duas medidas ” nas práticas de todos – inclusive os jornalistas e os dois protagonistas do diálogo de moleques sobre o vazamento, Gilmar Mendes e Rodrigo Janot – agora chega, pela pena da “colunista da massa cheirosa” à balança da Justiça.

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Ela reconhece – e tem razão – o quanto há de verdade na frase de Marcelo Odebrecht de que não há político que tenha sido eleito sem “caixa 2” – quando não diretamente, pelo dinheiro dos partidos –  mas não hesita em sugerir que isso seja tratado na base do que já sugeriu o próprio Janot, ao criar as categorias de “caixa 2 do bem” e “caixa 2 do mal”.

Ou, como lembrou Rodrigo de Almeida, os “vazamentos do bem”, como os que atingem a esquerda e os “do mal”, como aquele  da OAS que o fez anular o processo de delação premiada da empreiteira, “que ameaçava comprometer líderes tucanos e a não confirmar a novela da venda do tríplex para Lula”.

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Polícia, MP, Justiça e mídia seletivas são – e sempre foram – marcas do arbítrio. E o nome político do arbítrio é ditadura.

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