Após Bolsonaro atacar jornal, ANJ 'desenha' papel da imprensa
Após o presidente Jair Bolsonaro desferir um novo ataque à imprensa ao afirmar em entrevista à TV Bandeirantes que "toda fonte do mal é a Folha de S. Paulo", a ANJ divulgou nota condenando a declaração; "Além de apresentar o relato de fatos e a multiplicidade de visões, é missão da imprensa acompanhar e fiscalizar os atos dos poderes e das autoridades públicas", diz a nota; "Essencial para a democracia, jornalismo é fonte de informação para os cidadãos, e não um inimigo a ser combatido", completa
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247 - Após o presidente Jair Bolsonaro desferir um novo ataque à imprensa ao afirmar em entrevista à TV Bandeirantes que "toda fonte do mal é a Folha de S. Paulo", a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota condenando a declaração. "Além de apresentar o relato de fatos e a multiplicidade de visões, é missão da imprensa acompanhar e fiscalizar os atos dos poderes e das autoridades públicas", diz a nota da ANJ. "Essencial para a democracia, jornalismo é fonte de informação para os cidadãos, e não um inimigo a ser combatido", diz um outro trecho do texto.
O ataque de Bolsonaro à Folha de S. Paulo foi feito durante uma entrevista ao apresentador José Luiz Datena que questionou o fato do presidente ter feito elogios ao ditador chileno Augusto Pinochet. "Não foi falado em Pinochet, ditadura em nada no Chile. Me aponte um áudio, um vídeo nesse sentido. Não teve nada disso. A imprensa, maldosamente, um jornal bota, escreve... Geralmente a Folha de S. Paulo começa com tudo. Toda fonte do mal é a Folha de S. Paulo", afirmou Bolsonaro. (Leia no Brasil 247)
Segundo o jornal, a declaração de Bolsonaro foi feita em 2015, quando ainda era deputado federal. Na época ele afirmou que a ditadura chilena "fez o que tinha que ser feito porque dentro do Chile existiam mais de 30 mil cubanos, então tinha que ser de forma violenta para reconquistar o seu país".
Confira a íntegra da nota da ANJ.
A Associação Nacional de Jornais lamenta a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que "toda fonte do mal é a Folha de S.Paulo". Na entrevista em que atacou o jornal, o presidente também fez críticas genéricas ao jornalismo, mais uma vez demonstrando falta de compreensão em relação ao papel da imprensa.
Além de apresentar o relato de fatos e a multiplicidade de visões, é missão da imprensa acompanhar e fiscalizar os atos dos poderes e das autoridades públicas.
Essencial para a democracia, jornalismo é fonte de informação para os cidadãos, e não um inimigo a ser combatido. Brasília, 28 de março de 2019.ncial para a democracia, jornalismo é fonte de informação para os cidadãos, e não um inimigo a ser combatido. Brasília, 28 de março de 2019.
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