Antonio Prata ironiza prisões na operação Lava Jato
Para o escritor Antonio Prata, assim como em delírios de adolescência sobre o efeito da maconha, tem pesadelo com o ‘japonês da PF’ que o arrasta ‘para uma gélida Curitiba existencial, sob acusações as mais variadas’: ‘Você só trabalha e resmunga —mais resmunga do que trabalha. Você vende felicidade e não é feliz. Isso é apropriação indébita. Enriquecimento ilícito. Você é um estelionatário, uma empresa de fachada, um laranja de si mesmo’; “coagido por mais quatro agentes do meu superego, bombadinhos e armados com fuzis, escrevo minha confissão”, ironiza
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247 - O escritor Antonio Prata ironiza as prisões da Lava Jato. Diz que, assim como em delírios de adolescência sobre o efeito da maconha, tem pesadelo com o ‘japonês da PF’ que o arrasta ‘para uma gélida Curitiba existencial, sob acusações as mais variadas’:
‘Abri os olhos, olhei pro teto e vi a sombra do japonês da PF. "Perdeu, Antonio!", dizia ele. "A fraude foi descoberta. Aquela foto sorridente instagrada do bloco, com a sua mulher: vocês estavam às turras, minutos antes —por culpa sua. Aquele vídeo fofo com os filhinhos, colocado no Facebook: você atrasa no trabalho, de propósito, para não ter que dar banho. Aquele texto todo serelepe em que abraça uma árvore, no final: você não tem abraçado nem os seus amigos. Você só trabalha e resmunga —mais resmunga do que trabalha. Você vende felicidade e não é feliz. Isso é apropriação indébita. Enriquecimento ilícito. Você é um estelionatário, uma empresa de fachada, um laranja de si mesmo."
Ofereci as mãos para as algemas. O japonês da PF fez um não com a cabeça e me escoltou até o escritório, onde, coagido por mais quatro agentes do meu superego, bombadinhos e armados com fuzis, escrevo minha confissão’, escreve ele, em artigo.
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