André Singer: Bolsonaro é prenúncio de golpe contra a liberdade

"Por que (...) a vitória de Jair Bolsonaro, com 58 milhões de votos sobre 47 milhões de Fernando Haddad, me parece prenunciar um golpe contra a liberdade? Porque um projeto autoritário alcançou o governo com respaldo popular. E, do ponto de vista da hegemonia, a maioria nas urnas dá mais poder aos antidemocratas do que os tanques de 1964", trecho de artigo do cientista político André Singer publicado no jornal Folha de S. Paulo; ele argumenta que o perigo do autoritarismo eleito e muito maior que o autoritarismo via golpe clássico

André Singer: Bolsonaro é prenúncio de golpe contra a liberdade
André Singer: Bolsonaro é prenúncio de golpe contra a liberdade


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247 - "Por que (...) a vitória de Jair Bolsonaro, com 58 milhões de votos sobre 47 milhões de Fernando Haddad, me parece prenunciar um golpe contra a liberdade? Porque um projeto autoritário alcançou o governo com respaldo popular. E, do ponto de vista da hegemonia, a maioria nas urnas dá mais poder aos antidemocratas do que os tanques de 1964", trecho de artigo do cientista político André Singer publicado no jornal Folha de S. Paulo. Ele argumenta que o perigo do autoritarismo eleito e muito maior que o autoritarismo via golpe clássico. 

Singer inicia sua reflexão em tom confessional: "domingo, 28 de outubro. Vou à janela e não enxergo tanques. Ligo a televisão e ouço o presidente eleito jurar que o seu "governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade". No dia seguinte, abro o jornal e leio que a Folha se declara 'confiante na Constituição de 1988, na força da democracia brasileira e na construção de um país para todos'."

Após manifestar sua preocupação com o totalitarismo alçado ao poder via eleições (tal qual nazismo e fascismo), Singer dá voz a outras percepções: "'Mas veja', me dizem colegas, 'aí estão as instituições democráticas, funcionando a pleno vapor para preservar o Estado de Direito'. Por exemplo: ao entrevistar o novo presidente na segunda (29), William Bonner, editor-chefe do Jornal Nacional, defendeu a Folha, criticada pelo mandatário. Exercício pleno da liberdade de opinião".

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E pondera: "ocorre que no jogo que se começará a jogar em 1º de janeiro de 2019, a força promete falar mais alto do que a retórica. Durante a referida entrevista à Rede Globo, Bolsonaro anunciou uma guerra contra a Folha. Não apenas a chamou de mentirosa, como deu a entender que, em sua gestão, o jornal teria cortada a 'propaganda oficial'. Quer, assim, sufocar economicamente a imprensa incômoda, que, aliás, ele proibiu de entrar na sua coletiva da quinta (1º/11)".

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