Ameaça golpista de Bolsonaro visa expandir seu eleitorado, diz Bruno Boghossian
"Tudo indica que ele explora o golpismo como uma ferramenta para fortalecer sua base radical e até expandir seu eleitorado”, avalia o jornalista Bruno Boghossian
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O jornalista Bruno Boghossian avalia que apesar de grande parte dos eleitores de Jair Bolsonaro enxergarem que a principal característica negativa do chefe do Executivo é a de não ser um democrata, “essa parcela do eleitorado mantém seu apoio e se mostra inclinada a ficar a seu lado mais uma vez em 2022”.
“A campanha crescente de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas, os ataques a ministros do Supremo e a ameaça aberta à realização de eleições sugerem que o presidente não tem medo de perder votos por suas tendências antidemocráticas. Ao contrário, tudo indica que ele explora o golpismo como uma ferramenta para fortalecer sua base radical e até expandir seu eleitorado”, escreve Boghossian em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo.
“Alguns institutos de pesquisa detectaram nos últimos meses um aumento da desconfiança sobre as urnas eletrônicas, o que indica o potencial de convencimento de Bolsonaro. O presidente aproveita para somar às falsas suspeitas de fraude um discurso antipetista e antissistema, com o objetivo de recuperar eleitores que se desgarraram de seu campo desde a última disputa”, observa.
“Numa ironia do destino, o discurso radicalizado ainda pode dar um impulso aos números de Bolsonaro e melhorar suas chances de obter um segundo mandato nas mesmas urnas que ele ataca. O risco, nesse caso, é grande: o presidente pode ver seu projeto abertamente autoritário sancionado pelo voto”, afirma Boghossian.
Inscreva-se no canal Cortes 247 e saiba mais:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247