Alvo de ataques, Adnet diz não se arrepender de revelar ter sido vítima de abusos na infância

"Eu teria vergonha de dirigir bêbado, de avançar sinal vermelho, de não pagar impostos. Não tenho vergonha de ter sido vítima de abuso”, disse o humorista Marcelo Adnet sobre o assunto

Marcelo Adnet
Marcelo Adnet (Foto: Reprodução/TV Globo)


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247 - O humorista Marcelo Adnet voltou a comentar os abusos sexuais que sofreu durante a infância e o que vem acontecendo com ele desde que revelou o ocorrido e disse que não tem vergonha por ter revelado os abusos. “Eu teria vergonha de dirigir bêbado, de avançar sinal vermelho, de não pagar impostos. Não tenho vergonha de ter sido vítima de abuso”, disse Adnet na noite desta quarta-feira (15), durante entrevista ao programa Saia Justa, exibido pelo canal GNT. 

Ainda segundo o humorista, ele somente conseguiu abordar o assunto com a família 25 anos depois de ter sofrido os abusos e após a morte de um dos abusadores, que não era de sua família. “Muitos anos depois consegui verbalizar para a família. Falei com minha mãe há poucos anos sobre isso, porque eu não queria ferir meus pais, pois eles não tiveram culpa. Queria poupá-los dessa chateação”, comentou Adnet.

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Adnet também usou a entrevista, feita por meio de uma transmissão ao vivo pela internet, para comparar os abusos ao atual momento de pandemia. “Eu senti que é quase uma pandemia, que a gente não encara esses problemas porque é tabu. Se é tabu vamos enfrentar o tabu e falar. Apesar das camadas de proteção ao abusador e as camadas cruéis de internet, existe uma rede de proteção a quem fizer denúncia”, disse o humorista. 

Desde que revelou ter sofrido abusos, em uma entrevista à revista Veja, Adnet vem sendo alvo de ataques nas redes sociais. Em um dos casos, que teria sido feito por um militar, a Marinha do Brasil informou em suas redes sociais que abriu um procedimento interno para apurar os ataques que teriam sido feitos por um membro da corporação. 

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“Para o menino, quando ele é abusado, dizem que é baitola, veado, que tomou porque gostou. Claro que existe o medo do ataque homofóbico. As pessoas usam dessa carta tão baixa como forma de constranger a vítima”, ressaltou. 

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