Altman: expulsão de Kátia Abreu é prova suficiente de qual lado ela está

O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi criticou nesta sexta-feira, 24, a expulsão da senadora Kátia Abreu (TO) determinada pelo PMDB; "Tudo indica que Katia Abreu, chamada ao governo exatamente porque representava os interesses do agronegócio e vocalizava o ruralismo, durante a resistência ao golpe deu início a um giro teotoniano em sua trajetória", diz Altman, ao comparar a trajetória de Kátia com a do senador alagoano Teotônio Vilela, que defendeu valores reacionários em grande de sua vida política e ao final de sua carreira aliara-se ao setor popular do PMDB contra a ditadura

O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi criticou nesta sexta-feira, 24, a expulsão da senadora Kátia Abreu (TO) determinada pelo PMDB; "Tudo indica que Katia Abreu, chamada ao governo exatamente porque representava os interesses do agronegócio e vocalizava o ruralismo, durante a resistência ao golpe deu início a um giro teotoniano em sua trajetória", diz Altman, ao comparar a trajetória de Kátia com a do senador alagoano Teotônio Vilela, que defendeu valores reacionários em grande de sua vida política e ao final de sua carreira aliara-se ao setor popular do PMDB contra a ditadura
O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi criticou nesta sexta-feira, 24, a expulsão da senadora Kátia Abreu (TO) determinada pelo PMDB; "Tudo indica que Katia Abreu, chamada ao governo exatamente porque representava os interesses do agronegócio e vocalizava o ruralismo, durante a resistência ao golpe deu início a um giro teotoniano em sua trajetória", diz Altman, ao comparar a trajetória de Kátia com a do senador alagoano Teotônio Vilela, que defendeu valores reacionários em grande de sua vida política e ao final de sua carreira aliara-se ao setor popular do PMDB contra a ditadura (Foto: Aquiles Lins)


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247 - O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi criticou nesta sexta-feira, 24, a expulsão da senadora Kátia Abreu (TO) determinada pelo PMDB. 

Segundo Altman, a senadora que está em luta contra as reformas liberais e opositora de rara firmeza ao governo de Michel Temer pode estar repetindo a trajetória do lendário alagoano Teotonio Vilela (1917-1983), também senador, que defendeu valores reacionários em grande de sua vida política e ao final de sua carreira aliara-se ao setor popular do PMDB contra a ditadura e pelos direitos da população. 

"Tudo indica que Katia Abreu, chamada ao governo exatamente porque representava os interesses do agronegócio e vocalizava o ruralismo, durante a resistência ao golpe deu início a um giro teotoniano em sua trajetória", diz Altman. 

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"O futuro dirá. Mas é evidente que a Katia Abreu de hoje nada tem a ver com a do passado. Para além de convicções a respeito, sua recente expulsão do PMDB constitui prova suficiente de qual lado está a senadora", diz. 

Leia, abaixo, o artigo de Breno Altman em seu Facebook:

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CASO KATIA ABREU

Militante antigolpista, senadora contra as reformas liberais, opositora de rara firmeza ao governo usurpador, a senadora Katia Abreu (sem partido-TO) pode estar repetindo a trajetória do lendário alagoano Teotonio Vilela (1917-1983), também senador.

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Homem do latifúndio, reacionário em grande parte de sua vida parlamentar, o menestrel das Alagoas (como foi celebrado na música de Milton Nascimento) começou a se deslocar para o campo democrático nos anos 70, virou o principal porta-voz institucional da luta pela anistia e morreu pranteado pelas principais lideranças de esquerda, no mesmo 27 de novembro de 1983 durante o qual, sob convocação do PT, realizava-se o primeiro ato pelas diretas já.

No fim da vida, Teotônio superava até mesmo o pensamento democrático-liberal da oposição burguesa à ditadura. Aliara-se ao setor popular do PMDB, articulava-se com o partido de Lula e defendia posições de enorme combatividade, como o apoio à greve geral do ano de seu falecimento e ao direito à insurreição contra a ditadura se não houvesse eleições presidenciais para suceder o general João Figueiredo.

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Quando foi chamada para ser ministra do governo Dilma Rousseff, em seu segundo mandato, Katia Abreu apresentava em seu currículo sólidos compromissos com os ruralistas e seus interesses.

A crítica à sua nomeação, no campo progressista, foi generalizada. Sua indicação, afinal, fazia parte de orientação que se comprovaria desastrosa, de tentar deter a escalada conservadora com concessões econômicas e políticas que aquietassem as elites e seus partidos. Como se sabe, essa orientação do governo somente serviu para desanimar e confundir as forças progressistas, abrindo flanco para a narrativa de estelionato eleitoral e fortalecendo a auto-confiança das forças reacionárias.

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Tudo indica que Katia Abreu, chamada ao governo exatamente porque representava os interesses do agronegócio e vocalizava o ruralismo, durante a resistência ao golpe deu início a um giro teotoniano em sua trajetória.

Talvez a presidente Dilma Rousseff tenha sido premonitória sobre o curso seguido por sua indicada. Ou estejamos vivendo um desses raros casos de traição classista reversa, quando um integrante das frações dominantes, pelos mais distintos motivos, incluindo lealdades pessoais, rompe com seus antigos pares, queimando pontes e navios, e se alia as boas causas do povo.

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O futuro dirá. Mas é evidente que a Katia Abreu de hoje nada tem a ver com a do passado. Para além de convicções a respeito, sua recente expulsão do PMDB constitui prova suficiente de qual lado está a senadora.

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