Altamiro Borges: Marina voltou a posar de puritana

O jornalista Altamiro Borges faz uma leitura do comportamento político de Marina Silva; segundo ele, Marina aparece somente nas eleições para fazer os seu discurso confuso e puritano, aproximando-se de uma personagem folclórica; Borges diz: "[Marina] atacou as alianças partidárias, fantasiou-se de ética, elogiou a midiática Lava-Jato e insistiu na tese de que ela representa o 'novo' na política"

Altamiro Borges: Marina voltou a posar de puritana
Altamiro Borges: Marina voltou a posar de puritana (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)


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247 - O jornalista Altamiro Borges faz uma leitura do comportamento político de Marina Silva. Segundo ele, Marina aparece somente nas eleições para fazer os seu discurso confuso e puritano, aproximando-se de uma personagem folclórica. Borges diz: "[Marina] atacou as alianças partidárias, fantasiou-se de ética, elogiou a midiática Lava-Jato e insistiu na tese de que ela representa o 'novo' na política".

"O seu discurso, porém, parece convencer cada vez menos eleitores no país. Apesar de ainda contar com o recall das eleições presidenciais de 2014, quando substituiu o candidato Eduardo Campos, do PSB, morto em um trágico acidente aéreo, Marina Silva está empacada nas pesquisas. Sem tempo de televisão e sem coligações fortes, a pré-candidata da Rede Sustentabilidade caminha para uma terceira derrota nas urnas. Como registrou matéria da Folha, assinada por Angela Boldrini, o “purismo” de Marina Silva está mais para jogada de marketing. “Acostumada a criticar adversários por alianças pragmáticas e o que chama de "velha política", a ex-senadora não tem encontrado eco em seu próprio partido... No Rio Grande do Sul, a Rede apoiará o candidato tucano ao governo do estado, Eduardo Leite - e chegou negociar apoio ao atual governador, José Ivo Sartori (MDB). No Amapá, o senador Randolfe Rodrigues dividirá palanque com o colega de Congresso Davi Alcolumbre, do DEM. MDB e DEM têm força na bancada ruralista, que patrocina projetos como a flexibilização do código florestal, ou o que facilita o registro de agrotóxicos. Esse último, condenado pela Rede, foi aprovado neste ano em comissão presidida por uma parlamentar do DEM, Tereza Cristina”. 


A reportagem dá outras provas de que o discurso da “nova política” é pura balela. “A lista de alianças regionais conta ainda com o PSC do líder do governo Temer no Congresso, André Moura (SE), e o Patriota, que tentou abrigar a candidatura de Jair Bolsonaro. Marina também subirá no palanque do nanico PMN, que deve transitar livremente pelo espectro político: em Minas, deve apoiar o tucano Antonio Anastasia e, no PR, a candidata do PP, Cida Borghetti... Algumas alianças desagradaram à própria candidata, que afirmou que não fará eventos com o senador Romário (Podemos-RJ), que disputará o governo do Rio de Janeiro”. Mas para quem subiu no palanque do cambaleante Aécio Neves em 2014, tudo pode mudar. O “purismo” é só para enganar os tais 'sonháticos'."

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