Agência Brasil omite que obstrução à Lava Jato foi o próprio impeachment

Agora sob o comando de Michel Temer, a agência de notícias do governo federal noticia o inquérito contra políticos do PMDB por obstrução à Lava Jato, mas não diz que isso ocorreu na forma de um impeachment fraudulento; agência fala em "mudanças legislativas"

Agora sob o comando de Michel Temer, a agência de notícias do governo federal noticia o inquérito contra políticos do PMDB por obstrução à Lava Jato, mas não diz que isso ocorreu na forma de um impeachment fraudulento; agência fala em "mudanças legislativas"
Agora sob o comando de Michel Temer, a agência de notícias do governo federal noticia o inquérito contra políticos do PMDB por obstrução à Lava Jato, mas não diz que isso ocorreu na forma de um impeachment fraudulento; agência fala em "mudanças legislativas" (Foto: Gisele Federicce)


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247 - Agora sob o comando do governo de Michel Temer, a Agência Brasil, agência de notícias do governo federal, noticia o inquérito contra políticos do PMDB por obstrução à Lava Jato, mas não diz que isso ocorreu na forma de um impeachment fraudulento. O texto sobre a investigação contra os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), além do ex-senador José Sarney e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado fala em "mudanças legislativas". Confira:

Lava Jato: STF abre inquérito contra Renan, Jucá, Sarney e Sérgio Machado

André Richter - Repórter da Agência Brasil

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou nesta quinta-feira (9) abertura de inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), além do ex-senador José Sarney e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado. Os investigados são acusados crime de embaraço às investigações da Operação Lava Jato. O crime de embaraço se refere à tentativa de barrar ou atrapalhar uma investigação.

Fachin atendeu a um pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na segunda-feira (6). As acusações foram baseadas no acordo de delação premiada de Sérgio Machado e em conversas gravadas com os envolvidos. As gravações foram divulgadas no ano passado, após a retirada do sigilo do conteúdo das delações de Machado. Em uma das conversas, Romero Jucá citou um suposto "acordo nacional" para "estancar a sangria".

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Segundo o procurador, os acusados "demonstram a motivação de estancar e impedir, o quanto antes, os avanços da Operação Lava Jato em relação a políticos, especialmente do PMDB, do PSDB e do próprio PT, por meio de acordo com o STF e da aprovação de mudanças legislativas."

Outro lado

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O senador Romero Jucá nega que tenha tentado obstruir qualquer operação do Ministério Público e diz que a investigação e a quebra de sigilo do processo irão mostrar a verdade dos fatos.

Em nota, a assessoria de Renan Calheiros nega as acusações da PGR. "O senador Renan Calheiros reafirma que não fez nenhum ato para dificultar ou embaraçar qualquer investigação, já que é um defensor da independência entre os poderes. O inquérito comprovará os argumentos e do senador e, sem duvida, será arquivado por absoluta inconsistência.", diz o texto.

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A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com os outros acusados e aguarda posicionamento sobre a decisão de Fachin.

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