Aécio se torna o renegado da política nacional, diz colunista

O jornalista Bruno Boghossian, colunista da Folha de S. Paulo, descreveu neste domingo, 15, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como o "renegado da política nacional", após a decisão do Supremo Tribunal Federal que submeteu ao Senado a decisão final sobre o afastamento do tucano do cargo; "Mesmo aliados fiéis de Aécio reconhecem o embaraço. O mineiro pode se salvar no plenário do Senado, mas não sem constrangimentos. Opositores do PSDB, que inicialmente pegaram em armas para defendê-lo, ameaçam desertar na votação prevista para terça (17). A sangria deve perdurar com a proposta de abertura de um processo de cassação do tucano no Conselho de Ética", diz Boghossian

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (Foto: Aquiles Lins)


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274 - O jornalista Bruno Boghossian, colunista da Folha de S. Paulo, descreveu neste domingo, 15, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como o "renegado da política nacional", após a decisão do Supremo Tribunal Federal que submeteu ao Senado a decisão final sobre o afastamento do tucano do cargo. 

"Mesmo aliados fiéis de Aécio reconhecem o embaraço. O mineiro pode se salvar no plenário do Senado, mas não sem constrangimentos. Opositores do PSDB, que inicialmente pegaram em armas para defendê-lo, ameaçam desertar na votação prevista para terça (17). A sangria deve perdurar com a proposta de abertura de um processo de cassação do tucano no Conselho de Ética", conta. 

Para Boghossian, o episódio dará munição ao grupo tucano do senador Tasso Jereissati e do governador Geraldo Alckmin, que pretende tomar o comando do partido até o fim do ano para pavimentar a candidatura do governador paulista ao Palácio do Planalto.

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"Aliados da dupla se movimentam para forçar a renúncia formal de Aécio da presidência do partido logo depois da votação sobre seu afastamento. Não apenas dirigentes tucanos buscam distância. Em sua última pesquisa, o Datafolha perguntou em quem os eleitores haviam votado para presidente em 2014. Aécio, que teve 48% dos votos naquele ano, só foi citado por 26% dos entrevistados", afirma. 

Leia na íntegra o texto de Bruno Boghossian. 

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