Abril admite perder receita e circulação em revistas

Dois mandatários da editora da revista Veja já admitem que foco da empresa mudou; "Estamos tentando adiar a queda da curva de receita", disse Fabio Barbosa (à esq., abaixo), titular da área de revistas do Grupo Abril, ao jornal Valor Econômico; "Se e quando as tiragens caírem, há novos produtos que podem ser feitos pela gráfica", resigna-se o herdeiro Gianca Civita; "A editora é um pilar, mas há outros pilares que valem ser desenvolvidos"; portfolio atual de 49 títulos vai sendo aglutinado em quatro setores; enxugamento no jornalismo minguante corresponderá a apostas em educação e logística; vai dar certo?

Dois mandatários da editora da revista Veja já admitem que foco da empresa mudou; "Estamos tentando adiar a queda da curva de receita", disse Fabio Barbosa (à esq., abaixo), titular da área de revistas do Grupo Abril, ao jornal Valor Econômico; "Se e quando as tiragens caírem, há novos produtos que podem ser feitos pela gráfica", resigna-se o herdeiro Gianca Civita; "A editora é um pilar, mas há outros pilares que valem ser desenvolvidos"; portfolio atual de 49 títulos vai sendo aglutinado em quatro setores; enxugamento no jornalismo minguante corresponderá a apostas em educação e logística; vai dar certo?
Dois mandatários da editora da revista Veja já admitem que foco da empresa mudou; "Estamos tentando adiar a queda da curva de receita", disse Fabio Barbosa (à esq., abaixo), titular da área de revistas do Grupo Abril, ao jornal Valor Econômico; "Se e quando as tiragens caírem, há novos produtos que podem ser feitos pela gráfica", resigna-se o herdeiro Gianca Civita; "A editora é um pilar, mas há outros pilares que valem ser desenvolvidos"; portfolio atual de 49 títulos vai sendo aglutinado em quatro setores; enxugamento no jornalismo minguante corresponderá a apostas em educação e logística; vai dar certo? (Foto: Ana Pupulin)


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247 – O Grupo Abril não é mais o mesmo. É que deixam claro os dois principais mandatários da empresa, que edita a revista Veja, em entrevista à jornalista Cynthia Malta, do jornal Valor Econômico. O negócio de revistas, que deu dimensão e influência ao grupo, está sendo enxugado a olhos vistos em razão de perdas de leitores e de receitas publicitárias.

"Estamos tentando adiar a queda da curva da receita", admitiu o presidente da Abril S.A., Fabio Barbosa. "Este ano foi flat (faturamento igual ao de 2012), em 2014 não virá (grande aumento de receitas) e 2015 é uma incógnita".

Herdeiro da holding que reúne 80 empresas, Giancarlo Civita, o Gianca, já reconhece, à sua maneira, que a gráfica do grupo, a maior do País e da América Latina, precisará encontrar outros produtos para imprimir. Hoje, as próprias revistas da Abril ocupam entre 80% e 96% da disponibilidade do parque gráfico da companhia. "Mas se e quando as tiragens caírem, há novos produtos que podem ser feitos pela gráfica", anunciou ele.

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Depois de comandar o fechamento de mais de uma dezena de títulos deficitários, este ano, Gianca quer, agora, que as 49 publicações restantes sejam aglutinadas em quatro áreas. As prioridades, nesse campo, serão Veja, Exame, Claudia e Vejinha. Fora desse grupo, nenhuma outra revista da Abril parece ter sua sobrevivência garantida no curto e médio prazos. "A editora é um pilar, mas também temos outros pilares a serem desenvolvidos", ressalvou o presidente do Grupo Abril.

A mudança nos rumos da Abril de editora de revistas para adquirente e administradora de colégios particulares e proprietária de uma empresa de distribuição de mercadorias abaixo de 30 quilos poderia ser mais rápida, não fosse uma questão de dinheiro. Ainda é a editora, com R$ 2,7 bilhões em faturamento publicitário previsto para 2013, a área do grupo que mais obtém recursos. A Abril Educação deve faturar apenas quase de um terço disso, com R$ 1 bilhão. E área de logística, que parece ser uma menina dos olhos de Gianca, a metade, com R$ 511 milhões.

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