A picaretagem cambial que grassa na elite endinheirada é um retrato do golpe

Em artigo publicado na revista Carta Capital, o jornalista André Barrocal mergulha no espetáculo de corrupção proporcionado pela rede de doleiros desbaratada recentemente pela Polícia Federal e liderada pelo 'doleiro dos doleiros' Dario Messer; para Barrocal, a rede é um sintoma da elite brasileira endinheirada que nada em dinheiro sujo e posa para os holofotes das colunas sociais como referência de empreendedorismo

Em artigo publicado na revista Carta Capital, o jornalista André Barrocal mergulha no espetáculo de corrupção proporcionado pela rede de doleiros desbaratada recentemente pela Polícia Federal e liderada pelo 'doleiro dos doleiros' Dario Messer; para Barrocal, a rede é um sintoma da elite brasileira endinheirada que nada em dinheiro sujo e posa para os holofotes das colunas sociais como referência de empreendedorismo
Em artigo publicado na revista Carta Capital, o jornalista André Barrocal mergulha no espetáculo de corrupção proporcionado pela rede de doleiros desbaratada recentemente pela Polícia Federal e liderada pelo 'doleiro dos doleiros' Dario Messer; para Barrocal, a rede é um sintoma da elite brasileira endinheirada que nada em dinheiro sujo e posa para os holofotes das colunas sociais como referência de empreendedorismo (Foto: Gustavo Conde)


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247 – Em artigo publicado na revista Carta Capital, o jornalista André Barrocal mergulha no espetáculo de corrupção proporcionado pela rede de doleiros desbaratada recentemente pela Polícia Federal. Para Barrocal, a rede é um sintoma da elite brasileira endinheirada que nada em dinheiro sujo e posa para os holofotes das colunas sociais como referência de empreendedorismo. Barrocal perpassa os vínculos políticos da rede investigada pela Operação ‘Câmbio, desligo’ e comenta as conexões do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral: “Suas safadezas movimentaram tanta grana, que os doleiros que o ajudavam, os irmãos Renato e Marcelo Chebar, tiveram de pedir ajuda a outros especialistas no ramo da picaretagem cambial, Vinicius Claret, o Juca Bala, e Claudio Barboza, o Tony”.

“O fim da escravidão no Brasil faz aniversário dia 13. Em 130 anos, o País tornou-se a oitava maior economia do mundo e a décima mais desigual. Quem ganhou 10 mil reais por mês no ano passado faz parte dos 10% mais ricos. Renda acima de 27 mil bota a pessoa no clube do 1%. Os endinheirados são a “elite” dirigente nacional, a casa-grande responsável pela abolição da escravatura por aqui ter sido a última nas Américas, embora muitos deles se sintam “classe média”. Ao serem eleitos, os atuais prefeitos, governadores, senadores, deputados estaduais e federais tinham patrimônio médio de 1,2 milhão de reais.

Joaquim Barbosa, o ex-juiz negro, pensou em disputar o poder em outubro, mas acaba de desistir e, sem usar a palavra, culpou a “elite”. “Não acredito que esta eleição vá mudar o País. O Brasil tem problemas estruturais gravíssimos, sociológicos, históricos, culturais e econômicos. É um país que tem um histórico de dificuldades imensas para assimilar relações econômicas saudáveis”, disse ao Valor. A prisão de dezenas de doleiros no início do mês é uma história cheia de pistas de que as relações econômicas realmente não são nada saudáveis, graças a figurões, empresários, artistas, esportistas, a “elite” em suma, todos juntos, de forma cínica ou ingênua, com aqueles que seriam os corruptos por excelência, os políticos.

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Leia o artigo completo de André Barrocal no site da Revista Carta Capital.

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