A pauta da rebelião no PR que o noticiário ignorou

Professores do Paraná mostraram organização e união para rechaçar medidas do governador Beto Richa, que atingiria duramente a qualidade da escola pública do Paraná; mas o que se viu de fato foi a suavização indecorosa do noticiário do levante curitibano, que teve suas imagens sonegadas em quase todos os diários na primeira página, e uma cobertura envergonhada nas internas

Professores do Paraná mostraram organização e união para rechaçar medidas do governador Beto Richa, que atingiria duramente a qualidade da escola pública do Paraná; mas o que se viu de fato foi a suavização indecorosa do noticiário do levante curitibano, que teve suas imagens sonegadas em quase todos os diários na primeira página, e uma cobertura envergonhada nas internas
Professores do Paraná mostraram organização e união para rechaçar medidas do governador Beto Richa, que atingiria duramente a qualidade da escola pública do Paraná; mas o que se viu de fato foi a suavização indecorosa do noticiário do levante curitibano, que teve suas imagens sonegadas em quase todos os diários na primeira página, e uma cobertura envergonhada nas internas (Foto: Roberta Namour)


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por Redação Carta Maior

Professores do Paraná mostraram organização e união para rechaçar medidas do governador Beto Richa

Na última quinta-feira, Curitiba, a capital paranaense, assistiu a uma rebelião como há muito não se via no estado, governado atualmente pelo tucano Beto Richa, reeleito em 2014.

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Milhares de professores e servidores públicos em greve cercaram a Assembleia Legislativa do Estado para impedir a entrada de deputados e a sessão do dia. Na pauta principal havia um fornido pacotaço de arrocho que atingiria duramente a qualidade da escola pública e a remuneração do professorado do Paraná.

A base de apoio de Beto Richa, festejada pela mídia conservadora como um "tucano promissor", após a reeleição em primeiro turno no ano passado, conseguiu alcançar o prédio viajando em ônibus blindado e escoltado, que usou o acesso dos fundos do edifício.

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O episódio só elevou a tensão do lado de fora.

A partir daí, o aparato policial que despejava bombas, cacetetes e gás nos manifestantes percebeu que a revolta dificilmente seria contida sem sangue, quando a massa decidisse invadir o prédio.

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Acuado pelo formigueiro humano em ebulição, o governador do PSDB recuou e retirou o pacotaço da pauta. De saída chamou de "baderneiros" os manifestantes que festejavam nas ruas da capital paranaense sem baixar o cerco na Assembleia.

Fosse na Ucrânia, ou no conflagrado Paquistão, ou ainda no Congo, na Argentina, ou melhor ainda, tivesse havido um cerco semelhante no palácio do governo em Caracas, quem sabe em Havana, como reagiria a mídia isenta e seu colunismo abestalhado de tanto bolor reacionário?

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Abriria fotos de cinco colunas na primeira página dos diários e providenciaria escaladas extras dos telejornais em coberturas ao vivo.

Em estado de choque, porém, com o atropelamento de um de seus delfins, o que se viu de fato foi a suavização indecorosa do noticiário do levante curitibano, que teve suas imagens sonegadas em quase todos os diários na primeira página, e uma cobertura envergonhada nas internas.

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A Folha, por mérito, se impõe como paradigma dessa norma. Ao lado de uma foto de Pizzolato entrando em um carro, na Itália, deu um pequeno registro da explosão popular em Curitiba na primeira página. E só na página oito voltaria ao assunto com uma cobertura burocrática, na qual não informava sequer o motivo da revolta e a reivindicação dos manifestantes: impedir o desmonte da escola pública por um governador do PSDB.

Para suprir essa lacuna deliberada de informação, leia aqui a nota com a exposição dos muitos motivos do Sindicato dos Professores do Paraná.

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