A blogosfera progressista e o desafio de produzir a informação no século 21
O professor e blogueiro Wellington Barros de Andrade aponta um momento de inflexão no regime da produção de informação; diante do volume de acessos e de 'movimento' nos enunciados e nas pautas da mídia progressista e independente, ele pondera sobre as estatísticas: a blogosfera resiste bravamente à informação hegemônica enquanto as mídias conservadoras também aglutinam fôlego
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247 - O professor e blogueiro Wellington Barros de Andrade aponta um momento de inflexão no regime da produção de informação. Diante do volume de acessos e de 'movimento' nos enunciados e nas pautas da mídia progressista e independente, ele pondera sobre as estatísticas: a blogosfera resiste bravamente à informação hegemônica enquanto as mídias conservadoras também aglutinam fôlego.
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"A distância entre a comunicação popular e progressista e o monopólio midiático burguês aumentou, já que, em contrapartida, o campo democrático não logrou construir sequer um instrumento verdadeiramente de massas que faça o contraponto à monolítica mídia burguesa.
A esta altura do texto imagino que alguns leitores perguntarão: "Você esqueceu a blogosfera progressista"? Claro que não, a valente blogosfera contra-hegemônica teve e tem um papel fundamental, eu diria até heroico, na resistência democrática. Mas, carente de recursos de todo o tipo, a distância que a separa dos sites da mídia burguesa é imensa.
(...)
Lênin, líder da revolução de outubro de 1917, dedicou grande parte de seu tempo a estudar como o proletariado deveria usar os meios de comunicação de massa a favor das ideias avançadas. Temos, ao meu ver, que voltar a um princípio básico leninista: no que tange à comunicação do campo popular, devemos superar o trabalho "artesanal" ou "amador".
Parece-me que em boa parte dos nossos blogs, sites e portais, por falta de recursos materiais, a produção de conteúdo é feita de forma voluntária, ou por estagiários, ou por profissionais que não se dedicam integralmente a esta labuta por ser extremamente mal remunerada.
Enquanto as forças progressistas não reconquistarem o governo federal para DESTA VEZ, democratizar ao máximo a comunicação no Brasil, devemos buscar imediatamente superar esta situação de trabalho artesanal e amadorismo.
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