Zanin defende lei do abuso de autoridade para “coibir abusos”

Advogado que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato, Cristiano Zanin, reafirmou que Lula segue sendo vítima do lawfare e que é necessário ajustar a lei que coíbe o abuso de autoridade que está em tramitação no Senado; segundo ele, é necessário coibir os excessos com punições mais severas, "não para comprometer a imparcialidade, mas para coibir a autoridade que comete o abuso"; defesa ingressou com um pedido de habeas corpus referente a suspeição do juiz federal Sérgio Moro e protocolou denúncia junto ao Conselho Nacional de Justiça contra o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava jato, por abusos que teriam sido cometidos contra o ex-presidente

Advogado de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, lança livro no Recife
Advogado de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, lança livro no Recife (Foto: Paulo Emílio)


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247 - O advogado que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato, Cristiano Zanin, reafirmou, durante sua passagem pelo Recife para lançar um livro que trata das violações dos direitos fundamentais no âmbito da operação, disse que Lula segue sendo vítima do lawfare e que é necessário ajustar a lei que coíbe o abuso de autoridade que está em tramitação no Senado. Segundo ele, é necessário coibir os excessos com punições mais severas, "não para comprometer a imparcialidade, mas para coibir a autoridade que comete o abuso".

A defesa de Lula ingressou com um pedido de habeas corpus referente a suspeição do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos casos da Lava Jato em primeira instância, que atualmente está aguardando julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, também foi protocolada uma denúncia junto ao Conselho Nacional de Justiça contra o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava jato, por abusos que teriam sido cometidos contra o ex-presidente.

Segundo Zanin, em março do ano passado, Dallagnol apresentou à imprensa um power point "para atacar a honra e a imagem do ex-presidente, com acusações estranhas ao próprio objeto da denúncia protocolada na mesma data". Na denúncia, Lula era apontado como o real de um apartamento no Guarujá, além de ter recebido pagamentos destinados à armazenagem de parte do seu acervo presidencial, o que caracterizaria o recebimento de vantagens indevidas pelo ex-presidente.

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